Redação
A decisão do Campeonato Alagoano 2023, que deu o título de bicampeão ao CRB com vitória de 1×0 sobre o ASA, marcou a despedida de Arivaldo Maia das transmissões de futebol.
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Sua aposentadoria, aos 76 anos de idade, leva junto alguns bordões que ele utilizou ao longo da vitoriosa carreira de locutor esportivo, na qual estreou em 1967, na Rádio Gazeta – seu principal endereço profissional.
Um desses bordões mais marcantes era a expressão “A bola corre com o tempo”, nos momentos em que, durante a transmissão, precisava informar o tempo de jogo.
Outros foram utilizados por ele e agora, com sua repentina aposentadoria, se consolidam na memória dos seu cativos ouvintes – eu me incluo dentre eles.
Minha convivência com Arivaldo Maia vem de 1974, quando me iniciei na atividade também na Rádio Gazeta, como redator do então “Departamento de Jornalismo”.
Nessa mesma época de Rádio Gazeta iniciei convivência com Antônio Torres, com quem Arivaldo Maia fez histórica dobradinha – ele, como locutor; Torres, como comentarista.
Ao contrário da maioria dos profissionais da imprensa esportiva, Arivaldo não esconde as preferências clubísticas: o CSE, da sua querida Palmeira dos Índios – o “Tricolorido”, como ele o denomina – e o Flamengo, do Rio de Janeiro.
É comum, ao nos encontrarmos, iniciarmos uma conversa com um tradicional “Saudações rubro-negras”, já que também sou flamenguista.
Essa sua paixão pelo Flamengo me levou a convidá-lo para uma entrevista no programa “TJ Manhã”, que eu apresentava na TV Pajuçara, no dia exato em que o Flamengo completou 100 anos de fundação: 15 de novembro de 1995.
O motivo do convite: Arivaldo representava, para mim, o símbolo do torcedor flamenguista em Alagoas, e ele justificou minha escolha, pois apareceu todo paramentado de Flamengo, inclusive o relógio.
Tão logo acabou a entrevista e cheguei à minha sala, recebi uma ligação do meu Tio Paulo, um dos grandes amigos de Arivaldo Maia, com uma reclamação:
– Flavinho, se estava querendo entrevistar um torcedor símbolo do Flamengo, por que não me convidou? Afinal, eu sou muito mais flamenguista do que nosso amigo Arivaldo…
Lembro também que quando Tio Paulo morreu e, pela primeira vez, encontrei Arivaldo Maia num sepultamento.
Ele se apressou em explicar:
– Não gosto de enterro, mas Doutor Paulo era uma pessoa muito querida para mim e eu não poderia faltar.
Ainda bem que os fãs não perderam Arivaldo Maia totalmente: ele se aposentou dos microfones, mas continua em atividade com seu blog no portal Gazetaweb.
Se “a bola corre com o tempo”, o tempo continua firme para esse grande profissional da imprensa esportiva.
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