Arquiteta achada morta vivia sob ameaças e já havia sido esfaqueada oito vezes pelo ex-namorado em 2023

Publicado em 27/01/2026, às 09h06
Polícia encontra corpo de arquiteta de Serra Negra desaparecida há três meses - Foto: Reprodução

g1

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A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, de Serra Negra (SP), morta a tiros pelo ex-namorado e cujo corpo foi encontrado em uma área de mata em São Paulo (SP), três meses após seu desaparecimento, vivia sob ameaças de Euhanan dos Santos Barbosa, que tinha histórico de agressões e já havia esfaqueado a vítima oito vezes em 2023.

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O homem foi preso no sábado, no bairro de Marsilac, zona sul da capital, e com ele foram apreendidos uma arma calibre .38 e munições. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Euhanan indicou o local onde havia enterrado o corpo de Fernanda.

"O caso foi registrado como feminicídio, localização/apreensão de objeto, violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo no 101º DP (Jardim das Imbuias)", informa a pasta.

Ameaças e agressões - O feminicídio de Fernanda foi o desfecho trágico de uma história de violência doméstica vivida por anos. Em 2024, a arquiteta procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência após ser agredida com socos, chutes e golpes de capacete na cabeça.

No termo de declaração, assinado em 23 de junho de 2024, a arquiteta relata que já havia sido agredida diversas vezes e que as ameaças de morte eram constantes. Segundo ela, não conseguia se separar de Euhanan justamente por medo dessas ameaças.

Esfaqueada oito vezes - Um dos episódios mais graves ocorreu em 2023, quando a jovem recebeu oito golpes de faca de Euhanan, que fugiu após o crime.

Fernanda foi socorrida, internada e sobreviveu ao ataque. Vítima de constantes ameaças, ela retomou o relacionamento com o agressor após o episódio, deixou o interior de São Paulo e foi morar na capital.

Indicou local do corpo - O corpo de Fernanda foi localizado após a prisão de Euhanan dos Santos Barbosa, de 25 anos. Ele foi abordado por policiais enquanto caminhava pela rua, após uma denúncia, confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava.

Euhanan passou por audiência de custódia no domingo (25), quando a prisão foi confirmada. Na audiência ele foi representado pela Defensoria Pública. O g1 tenta localizar a defesa dele.

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