Assessor que atribuiu à imprensa cancelamento de entrevista de Bolsonaro é exonerado

Publicado em 29/01/2019, às 09h30
Tiago Pereira (esquerda), ao lado do deputado Vicente Cândido, antes de virar assessor do Planalto | Reprodução / Facebook -

Folhapress

O assessor de imprensa Tiago Pereira Gonçalves, que atribuiu à "abordagem antiprofissional da imprensa" o cancelamento da entrevista do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, foi exonerado nesta segunda-feira (28).

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A sua saída foi publicada no "Diário Oficial da União". Ele trabalhava no Palácio do Planalto desde agosto do ano passado, na administração do ex-presidente Michel Temer. Antes, trabalhou com o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

No período eleitoral, ele fez diversas postagens críticas ao hoje presidente. O assessor de imprensa também compartilhou um vídeo favorável à campanha #EleNão, que mobilizou artistas e pessoas comuns na campanha eleitoral com motivos para não votar no então presidenciável.

Na semana passada, em Davos, Gonçalves afirmou a repórteres que aguardavam Bolsonaro no hotel que o cancelamento da entrevista coletiva se deu devido à "abordagem antiprofissional da imprensa".

Após a repercussão do motivo do cancelamento, ele usou o Twitter para reclamar da postura do repórter Lucas Neves, da Folha de S.Paulo, que o citou nominalmente na reportagem. Gonçalves apagou a postagem.

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