Ataque antes de CSA x São Luiz pode levar ao afastamento de organizada dos estádios

Publicado em 27/07/2026, às 13h06
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A confusão envolvendo possíveis integrantes de uma torcida organizada do CSA no espancamento de um torcedor do CRB, no último domingo (26), no bairro Graciliano Ramos, em Maceió, é investigada pela Polícia Civil de Alagoas.

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O caso foi registrado antes da partida entre CSA e São Luiz, pelas oitavas de final da Série D do Brasileiro. Nas imagens que circulam nas redes sociais, um grupo com vestimentas associadas a uma torcida organizada do CSA aparece agredindo um homem.

De acordo com o delegado Bruno Tavares, a investigação inicial trabalha com a hipótese de que a confusão tenha começado após um ataque envolvendo uma torcida organizada do CRB.

A suspeita é de que o torcedor do CRB, que teria se separado de integrantes do grupo, tenha sido alvo de uma retaliação atribuída a possíveis integrantes ligados ao CSA. A versão ainda será apurada pela Polícia Civil.

Até o momento, a vítima e os demais envolvidos na confusão não foram identificados. Segundo o delegado, um dos próximos passos da investigação é localizar o homem agredido, que pode ainda estar hospitalizado, para que ele registre o boletim de ocorrência.

A Polícia Civil está em diligências para localizar a vítima e fazer o registro do B.O. Ela, provavelmente, ainda está hospitalizada", afirmou.

Além da identificação dos envolvidos, a polícia busca imagens, testemunhas e outros elementos que possam ajudar no reconhecimento dos suspeitos e na confirmação da autoria das agressões

Torcidas organizadas podem ser afastadas dos estádios?

O delegado também explicou que crimes cometidos por integrantes de torcidas organizadas podem gerar responsabilização tanto individual quanto da própria instituição.

Caso seja comprovada a participação de membros de uma organizada no ataque, a Polícia Civil poderá solicitar à Justiça o afastamento da torcida dos estádios e dos arredores por até cinco anos.

De modo que esses indivíduos não voltem a figurar em ações criminosas na nossa cidade", disse Bruno Tavares.

A Polícia Civil possui acesso ao cadastro anual dos integrantes das torcidas organizadas, uma exigência firmada entre os grupos e as autoridades. O banco de dados poderá auxiliar no cruzamento de informações com imagens registradas durante a agressão.

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Os envolvidos também podem responder individualmente pelos crimes cometidos. Para isso, a vítima deverá ser ouvida para que a polícia defina os crimes do caso.

Segundo o delegado, os envolvidos podem responder por crimes que vão de lesão corporal a tentativa de homicídio, que dependem da gravidade das agressões e das provas reunidas pela investigação.

O material será anexado ao inquérito policial já instaurado. A Polícia Civil ainda destacou que, com a aplicação da Lei Geral do Esporte, as penas podem ultrapassar 10 anos de prisão.

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