Audiência debate demandas das escolinhas sociais de futebol nas periferias de Maceió

Publicado em 26/11/2025, às 18h13
- Ascom Câmara

Ascom Câmara

As necessidades e potencialidades dos projetos sociais que trabalham o futebol com crianças e adolescentes nas comunidades foram discutidas em audiência pública na Câmara Municipal de Maceió, nesta quarta-feira (26). A sessão foi proposta pelo vereador licenciado Brivaldo Marques e presidida pelo vereador Cal Moreira.

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Entre as principais demandas dos professores e líderes dos projetos estão o apoio financeiro para a aquisição de equipamentos como bola, chuteiras e fardamento, além de espaços adequados e gratuitos para a prática do esporte.

Também foi apontada a necessidade de assessoramento jurídico para que as instituições  possam se regularizar e participar de editais públicos e privados, e a realização de campeonatos exclusivos para esse público.

As reivindicações fazem parte do Projeto de Lei Selo Formador do Atleta de Base, já aprovado na Câmara e que aguarda sancionamento do prefeito JHC. De acordo com o autor, Brivaldo Marques, atual secretário de Cultura, o objetivo é contribuir com os formadores esportivos e garantir capacitação, material esportivo, acesso a editais e utilização de espaços públicos.

Ele lembrou que a gestão da Prefeitura de Maceió construiu 30 areninhas nos últimos quatro anos, e irá construir mais 30. Mas reforçou que a audiência é o momento de construir mais projetos para que o Executivo, com apoio do Legislativo, fortaleça o trabalho das escolinhas comunitárias.

“O prefeito JHC vem mostrando que olha diferente para o esporte. A maioria de vocês já desenvolveu esporte em outras gestões e sabem a diferença de termos espaços públicos na nossa cidade. E cada um de vocês conhece as dificuldades do seu trabalho, e essa é a oportunidade de discutir ações contínuas que vão transformar acesso de quem desenvolve o esporte amador e educacional em nossa cidade”, declarou.

O vereador Cal Moreira também reforçou o compromisso da Câmara com os projetos sociais de futebol e destacou a importância desse trabalho para a mudança de vida das crianças da periferia.

“Quando uma criança está em um projeto social, ela não está na rua. A gente sabe que existem dificuldades, e elas vêm de muitos anos, mas a gente quer arregaçar as mangas e trabalhar para trazer a melhoria para vocês. Não desistam dessas crianças, porque elas são muito importantes para a nossa sociedade e elas precisam muito de nós”, afirmou.

Outro ponto citado na audiência foi o aumento do número de crianças atípicas e a falta de qualificação dos profissionais para trabalhar com elas. Os professores pediram apoio do poder público para realizar cursos e disponibilizar psicólogos para atuar junto aos treinadores.

O ex-jogador de futebol Júnior Bicudo, líder de um projeto no Benedito Bentes, apontou a capacitação e o reconhecimento dos treinadores como obstáculos ainda a serem enfrentados. “Temos nos bairros vários projetos formando atletas, e é lá onde tudo começa, onde a gente procura saber da situação escolar e familiar. O empresário chega, leva o garoto, mas o formador não é reconhecido na maioria das vezes”, lamentou.

O subsecretário do Esporte no Município, João Tigre, disse que hoje a pasta está mais fortalecida e de portas abertas para receber as demandas dos projetos. Ele destacou que 

a Prefeitura possui recursos para apoiar as instituições com equipamentos e acesso às areninhas.

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