Ascom TRE/AL
A Justiça Eleitoral realizará, durante as Eleições 2026, uma série de procedimentos de auditoria para verificar o funcionamento das urnas eletrônicas e dos sistemas utilizados na votação. As ações acontecem em todos os Estados e permitem que entidades fiscalizadoras e a própria sociedade acompanhem diferentes etapas de verificação do sistema eletrônico de votação. Em Alagoas, 23 urnas passam por auditorias.
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Entre os procedimentos está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. Na véspera da eleição, seções eleitorais são sorteadas em cerimônia pública, que acontece no auditório do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), e as urnas correspondentes são encaminhadas para os locais onde ocorrerá a auditoria. Os equipamentos originalmente destinados às seções são substituídos, sem qualquer prejuízo à votação das eleitoras e dos eleitores.
No dia da eleição, a urna selecionada funciona em condições semelhantes às de uma seção eleitoral. Votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados no equipamento e, ao final, o resultado apresentado pela urna eletrônica é comparado com os votos registrados nas cédulas. O procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras e auditoria externa e tem como objetivo demonstrar que os votos digitados são registrados e contabilizados corretamente. Em Maceió, esta etapa da auditoria acontece no auditório da OAB, em Jacarecica.
Nas Eleições 2026, também será realizado o Teste de Integridade com Biometria. Nessa modalidade, eleitoras e eleitores voluntários, após votarem oficialmente, poderão autorizar o uso da própria biometria para habilitar uma urna destinada exclusivamente à auditoria. Os votos utilizados no teste são simulados e não têm qualquer relação com o voto dado pela pessoa na eleição oficial. Esta auditoria acontece na faculdade Afya, em Cruz das Almas.
Procedimentos públicos que integram mecanismos de fiscalização
Outro procedimento é o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, realizado na própria seção eleitoral antes do início da votação. A verificação permite conferir se os sistemas instalados na urna são os mesmos que foram abertos, compilados, assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os procedimentos de auditoria são públicos e integram os mecanismos de fiscalização do sistema eletrônico de votação. Partidos políticos, federações, coligações, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades legitimadas podem acompanhar as etapas previstas pela Justiça Eleitoral.
Realizado desde 2002, o Teste de Integridade compara diretamente os votos registrados previamente em papel com aqueles digitados na urna eletrônica. De acordo com o TSE, ao longo de mais de duas décadas de realização do procedimento, não foi registrada divergência entre a contabilização feita pelas urnas submetidas ao teste e os votos inseridos durante a auditoria.
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