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Assim como Roberto Carlos já mudou músicas suas por causa de superstição, Baby do Brasil evita cantar algumas palavras por motivos religiosos. A cantora, por exemplo, alterou a letra de "Cósmica", um de seus maiores clássicos, trocando "magia" por "alegria".
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"O que eu não canto? Em 'Cósmica', eu troquei magia por alegria. 'E vive nessa alegria em busca da sabedoria… '. Por que troquei magia? Magia é magia e eu não sabia que magia era magia. Eu não faço magia, eu ando com a diretoria, é diferente", revela a cantora de 73 anos no canal Fino da Bossa, no YouTube.
"E o dragão tatuado no braço?', quis saber o entrevistador, fazendo referência à música de Caetano Veloso, "Menino do Rio". Baby do Brasil diz que teve permissão do compositor baiano para trocar a letra da música:
"Eu até canto, mas perguntei para o Caetano: 'posso fazer um negócio aqui? 'Pode', respondeu ele. Jesus forever tatuado no braço porque eu tenho uma amiga que escreveu nas costas e ficou lindo. Numa hora eu falo: Jesus forever tatuado no braço, e ele ria, ria. Caetano tem dois filhos evangélicos, que foram milagres. Um deles é milagre total, curado, espetacular".
A cantora lembra também da bronca de Moraes Moreira, seu companheiro nos Novos Baianos, quando ela decidiu mudar a letra de "Brasil pandeiro", canção de Assis Valente e um dos clássicos do grupo.
"O Moraes é que ficou na época questionando por que eu estava trocando a música do Assis Valente. "Não pode? Então, não vamos cantar, tá", eu dizia para ele. Tem que mudar. Eu não vou dizer que 'fui à Penha pedir à padroeira me ajudar' porque não vai dar. Eu sou uma popstora, rockstora, pastora, não vou pedir para a padroeira. Tá amarrado e repreendido em nome de Jesus. Comecei a cantar "fui à igreja pedir para Jesus Cristo me abençoar'. Ele viu que tinha um swing e aceitou. Ou aceita ou não vou poder cantar".
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