Janaine Fernandes
Em 8 de fevereiro de 2026, o cantor porto-riquenho Bad Bunny se apresentou no Super Bowl LX, jogo anual da National Football League (NFL), a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, responsável por definir o campeão da temporada.
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Considerado o evento mais assistido da televisão mundial, o Super Bowl ganhou ainda mais destaque com o show do intervalo (Halftime Show) comandado pelo artista, que entregou uma apresentação marcada pela latinidade, diversidade cultural e forte identidade porto-riquenha.
Bad Bunny iniciou sua carreira artística ainda adolescente, compartilhando músicas de forma independente na internet enquanto conciliava os estudos e o trabalho fora do meio musical. Com uma trajetória nada fácil, o cantor enfrentou rejeições, períodos de instabilidade e desafios comuns para artistas latinos que buscam espaço no mercado global.
Ao longo do tempo, sua autenticidade, letras em espanhol e sonoridade fora dos padrões da indústria o levaram a conquistar relevância internacional. Hoje, não à toa, é considerado um dos principais nomes da música latina contemporânea, responsável por romper barreiras culturais e linguísticas em palcos historicamente dominados pelo pop estadunidense.
Pensando nisso, separamos 5 curiosidades sobre Bad Bunny. Confira!
É isso mesmo. Pode até parecer estranho pensar que, depois de 60 anos de Super Bowl, Bad Bunny foi o primeiro latino a comandar sozinho o Halftime Show. O artista entrou para a história ao assumir o show do intervalo de forma solo e ao se apresentar quase inteiramente em espanhol no maior palco televisivo do mundo, um marco simbólico para a música latina no mainstream global.
Jogar dominó é um dos passatempos favoritos de Bad Bunny fora dos palcos. O artista já comentou, em entrevistas, que poderia facilmente fazer transmissões ao vivo apenas jogando de tanto que gosta. Na cultura porto-riquenha, o dominó é uma atividade muito presente no cotidiano.
Desde pequeno, ele costumava jogar com a família, o que fortaleceu o vínculo afetivo com o jogo. Com o tempo, o hábito se transformou em uma verdadeira paixão, mantida até hoje como forma de lazer e conexão com suas raízes.
Bad Bunny também fez história nas principais premiações musicais. Em 2026, conquistou 12 indicações no Grammy, consolidando seu nome entre os destaques da premiação. O músico fez história ao vencer a categoria de Álbum do Ano com um trabalho totalmente em espanhol, quebrando uma barreira histórica na premiação. O reconhecimento reforçou que a língua não é um obstáculo para o sucesso global. A conquista ampliou o espaço da música latina em premiações internacionais. Além disso, consolidou o artista como um dos nomes mais influentes da indústria atual.
Durante sua apresentação no Super Bowl, Bad Bunny chamou atenção por ir além da música e incluir mensagens simbólicas no espetáculo. Um dos momentos mais comentados foi quando o artista disse “God bless America” (Deus Abençoe a América) e, logo depois, citou países da América Latina, quebrando a expectativa do tradicional discurso patriótico.
No palco, bandeiras de diferentes países do continente americano reforçaram a proposta visual da performance. O gesto despertou curiosidade por destacar a diversidade cultural presente na formação dos Estados Unidos. Para muitos espectadores, a apresentação funcionou como um lembrete do papel histórico, cultural e econômico da população latina no país.
Filmes de comédia estão entre os gêneros preferidos de Bad Bunny, especialmente as animações. O artista já declarou que se identifica muito com produções que apostam no humor leve, criativo e acessível. Essa afinidade com a comédia ajuda a explicar sua relação próxima com o Saturday Night Live, programa do qual já participou diversas vezes. Para ele, fazer rir é uma forma poderosa de comunicação e conexão com o público.
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