Cantor usava facção PCC para fazer empréstimos, diz PF

Publicado em 16/02/2025, às 18h10
- Divulgação/Instagram

Diário do Centro do Mundo

Uma investigação da Polícia Federal revelou que o cantor de pagode e ex-vereador, Netinho de Paula, mantinha “bastante proximidade” com Ademir Pereira de Andrade, apontado como operador financeiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo relatório obtido pelo Metrópoles, o cantor chamava Ademir de “Banco da Gente” devido aos frequentes empréstimos, incluindo valores de R$ 500 mil e R$ 2 milhões.

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As mensagens trocadas entre Netinho e Ademir foram encontradas na nuvem do celular do agiota, apreendido após o assassinato do corretor Vinícius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2023. Em uma das conversas, o cantor afirmou: “A gente vai se acertando aí e com relação às questões dos juros, eu vou pagando você o que for dando aí, pode ficar tranquilo tá bom?”. A PF destacou a grande proximidade entre os dois, com Netinho enviando mensagens como: “Salve Banco da Gente, meu mano, tô com saudades, como é que ce tá?”.

Em outubro de 2023, o pagodeiro também se apresentou em shows no sítio de Ademir, em Igaratá, interior de São Paulo. Por meio de seus advogados, Netinho afirmou que desconhecia o envolvimento de Ademir com o crime organizado. “O senhor Ademir é, sim, um fã do artista Netinho de Paula e, de fato, já o contratou para apresentação em evento corporativo”, disse a defesa, que aguarda acesso ao inquérito para se manifestar oficialmente.

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