Banhista sofre paralisia total após picada de polvo-de-anéis-azuis

Publicado em 16/01/2026, às 21h00
- Reprodução/Facebook

Extra Online

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Um homem de 43 anos, identificado como Jaun-Paul Kalman, sofreu um envenenamento grave após ser picado por um polvo-de-anéis-azuis na praia de Balmoral, em Sydney (Austrália). O incidente ocorreu por volta das 13h do dia 5 de fevereiro do ano passado, quando Kalman pegou uma concha de ostra em águas que batiam na altura da cintura, mas só agora detalhes do caso foram divulgados. O animal, que estava dentro de uma concha, agarrou-se nas articulações de um polegar de Jaun-Paul, apresentando anéis azuis pulsantes no momento do contato.

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Embora não tenha sentido dor imediata, Jaun-Paul começou a apresentar os primeiros sintomas 20 minutos após o incidente. Os sintomas evoluiram de dormência no polegar e nos lábios para confusão mental e dificuldade severa na fala. Kalman foi levado ao Hospital Royal North Shore, onde a equipe médica confirmou a progressão da paralisia muscular. Às 14h30, o paciente já apresentava insuficiência respiratória, o que levou os médicos a optarem pelo coma induzido e pelo uso de ventilação mecânica para mantê-lo vivo.

De acordo com o relato clínico posterior, o paciente permaneceu consciente durante o processo de paralisia, conseguindo ouvir e sentir estímulos externos, apesar da incapacidade total de movimentação. Kalman permaneceu em coma por 20 horas. Após a estabilização e alta do hospital, ele ainda sofreu novos episódios de paralisia, chegando a colapsar no corredor de um supermercado no dia seguinte ao término do tratamento intensivo.

Dados técnicos sobre o envenenamento:

 

  • Composição do veneno: o polvo-de-anéis-azuis secreta tetrodotoxina, uma neurotoxina 1.200 vezes mais potente que o cianeto. A substância bloqueia os impulsos nervosos, causando paralisia dos músculos voluntários e, eventualmente, do diafragma, levando à morte por asfixia se não houver intervenção médica.
  • Tratamento e Prognóstico: não existe antídoto para a tetrodotoxina. O protocolo médico consiste exclusivamente em suporte respiratório artificial até que o organismo metabolize a toxina naturalmente.
  • Histórico de fatalidades: Embora o veneno seja letal, o animal é tímido e não agressivo, atacando apenas quando manuseado ou pressionado. Na história registrada, há cerca de 11 mortes confirmadas causadas por este gênero de polvo.
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