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O sobrinho do prefeito de Maragogi, Renato Mendes de Vasconcelos, conhecido como “Renatinho” ou “Novato, já era monitorado pela Segurança Pública em Alagoas, com atuação no Distrito de Peroba e na divisa com o estado de Pernambuco, nos municípios de São José da Coroa Grande e Tamandaré. Ele foi morto após uma troca de tiros com a Polícia Militar nessa quinta-feira (16).
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O delegado Igor Diego, em entrevista à TV Pajuçara, afirmou que Renatinho já cometia “atos infracionais” desde quando era menor de idade, incluindo roubo, violência doméstica e envolvimento com o tráfico de armas e drogas.
“Ele era considerado uma ‘grande liderança’ na região, porque tinha trânsito livre na cidade para o transporte de armas e drogas. O jovem usava as redes sociais para exibir armas de fogo, fazendo apologia aos grupos criminosos, com o objetivo de mostrar aos rivais que estava bem armado. Tudo isso com base na disputa por território”, detalhou o delegado.
"Batismo" na CV
Renatinho foi “batizado” pela facção Comando Vermelho no Rio de Janeiro e era integrante do grupo.
O processo de batismo em uma facção criminosa é o ritual de iniciação e juramento oficial para entrar na organização, envolvendo a indicação por um membro já batizado (padrinho), a aceitação das regras de conduta e o pagamento de uma taxa ou a execução de um crime para provar lealdade.
Confronto e morte
Nessa quinta, à noite, de acordo com a polícia, Renatinho saiu para um lugar desconhecido e, quando voltou para Maragogi, passou em frente ao Batalhão da PM. Os militares, que já o acompanhavam, iniciaram a perseguição até que foi dada ordem de parada, mas o jovem não obedeceu.
Ao seguir em direção ao Centro, ele não conseguiu desviar das viaturas, então teria começado a atirar. Depois, entrou em uma rua e colidiu com o veículo. Nesse momento, o delegado explicou que houve uma troca de tiros e que o sobrinho do prefeito ainda foi levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município, mas não resistiu.
A polícia segue com a investigação sobre a atuação dele na organização criminosa, inclusive as disputas com o rival de Renatinho de outra facção, conhecido como ‘Fubinha’. Também será investigada a conduta dos policiais militares na ocorrência.
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