BC bloqueia R$ 600 mil, três apartamentos e dois carros de Lula

Publicado em 19/07/2017, às 15h07

Redação

O BC (Banco Central) bloqueou R$ 606.727,12 das contas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a nove anos e seis meses de prisão. A decisão cumpre uma ordem feita pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância.

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O confisco de recursos foi realizado em quatro contas do ex-presidente. Foram bloqueados R$ 397.636,09 de uma conta no Banco do Brasil, R$ 123.831,05 da Caixa Econômica Federal, R$ 63.702,54 do Bradesco e R$ 21.557,44 do Itaú.

O juiz Sérgio Moro confiscou também três apartamentos, um terreno e dois veículos de propriedade do petista (Ford Ranger 2012/2013 e Chevrolet Omega 2010). Moro também negou a apreensão de um veículo Ford F1000, datado de 1984, também de propriedade do ex-presidente, por reconhecer que o carro não possui valor representativo.

Moro decide que R$ 16 milhões do caso envolvendo suposto triplex de Lula vão para a Petrobras

As residências bloqueadas, por sua vez, se referem a dois apartamentos no Edifício Kentuck e um no Edifício Green Hill. O terreno confiscado é localizado no Sítio Engenho da Serra, Distrito de Riacho Grande. Todos os imóveis são situados em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde o ex-presidente iniciou sua trajetória política.

Ao encaminhar o pedido de bloqueio dos recursos presentes nas contas do ex-presidente ao BC, o juiz da Lava Jato estabeleceu o confisco de até R$ 10 milhões. A solicitação, no entanto, determina apenas o bloqueio dos valores, "sem a transferência do valor para a conta judicial até ulterior determinação do juízo, a fim de se evitar eventuais perdas em razão do resgate antecipado".

Na semana passada, Moro condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso envolvendo o triplex localizado no 16º andar do edifício Solaris, na praia das Astúrias, no Guarujá (SP). Lula sempre negou ser dono do imóvel e pode recorrer da decisão em liberdade, conforme do juiz responsável pela Lava Jato.

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