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O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.
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Inaugurada em 2020, a plataforma voltou a ser alvo de críticas nesta quarta-feira (1º) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — sob o argumento de que o sistema é prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
Orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente e disse que "ninguém" vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX.
Novidades em estudo
➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano.
➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.
💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.
Números do PIX
A ferramenta de transferências do Banco Central é um sucesso. No ano passado, o PIX registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, um novo recorde.
Além do amplo e generalizado uso pela população brasileira, a plataforma foi responsável pela inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro.
O sistema também estimulou a economia, principalmente em pequenos negócios, seja presenciais ou digitais, que antes tinham mais dificuldades em receber os pagamentos por seus produtos e serviços.
Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.
"É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião.
“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.
Evolução nos últimos anos
Reconhecida internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Veja a evolução:
📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente.
💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos.
📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira.
📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital.
🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos.
🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular.
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