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Bebê nasce com doença rara que causa manchas escuras e dolorosas na pele

Publicado em 13/04/2026, às 09h30
- Foto: William Dax / SWNS

Revista Crescer

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A pequena Macey-Mai tem apenas 10 meses, mas já vem enfrentando um difícil diagnóstico. A bebê nasceu com uma condição rara chamada Nevo Melanocítico Congênito Gigante (GCMN), que causa manchas escuras na pele e aumenta os riscos de desenvolver um melanoma — tipo agressivo de câncer.

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A jovem Katelyn Clarke, de 23 anos, não imaginava que a filha iria desenvolver esse quadro. A inglesa, de Plymouth, passou uma gravidez saudável até dar à luz sua terceira filha, informou a People. Pouco tempo depois, ela descobriu a condição rara na pele de sua bebê.


Katelyn conta que a filha tem uma mancha maior que cobre toda a sua costa, mas também mais de 100 manchinhas menores na barriga, couro cabeludo, pernas e braços. Em entrevista à agência Southwest News Service, a mãe revelou que ficou chocada com o diagnóstico da filha.

O diagnóstico
 
Como tinha manchas dolorosas na pele, a pequena Macey precisou, em agosto de 2025, ser submetida a uma cirurgia para remover as lesões e enviar o material para a biópsia. Katelyn se lembra de acompanhar as manchas da filha com muito cuidado, sempre avaliando se as marcas estavam crescendo.


Em março de 2026, a família recebeu a notícia de que uma das lesões de Macey-Mai era, de fato, cancerígena. "Nunca chorei tanto, meu coração está partido", a mãe lamentou. "É devastador saber a verdade".


Desde o difícil diagnóstico, Katelyn passou a compartilhar a evolução da filha na página de doação GoFundMe. O intuito é arrecadar doações para ajudá-la no tratamento da bebê.

O que é o Nevo Melanocítico Congênito Gigante?
 
O Nevo Melanocítico Congênito ainda não tem uma causa completamente conhecida. No entanto, os especialistas acreditam que algumas mutações genéticas possam estar relacionadas com o aparecimento das lesões.


"Na gestação, essas manchas ainda são superficiais, fazem parte da composição da pele do embrião, então, o exame de imagem que temos disponível não consegue identificar. Então, normalmente, o diagnóstico é feito no momento do parto mesmo", explica o cirurgião oncológico Eduardo Bertolli.


Quanto aos riscos, o médico afirma que as manchas, principalmente as de tamanho gigante, aumentam as chances de melanoma, que é o câncer de pele. "As lesões pequenas e médias têm um risco de cerca de 1% de transformação ao longo da vida. Já os pacientes com nevos grandes e gigantes têm um risco de até 5% de desenvolver melanoma em alguma fase da vida", disse.


Além do câncer, em alguns casos, as manchas podem levar à melanose neurocutânea, que é o crescimento de nevos melanocíticos no sistema nervoso central. "Estes casos podem ser desde assintomáticos até casos extremamente graves", completou.


A cirurgia de remoção não é indicada em todos os casos. "O risco de desenvolver o melanoma deve ser avaliado e a retirada é indicada principalmente nos casos de nevos grandes e gigantes, que têm um risco maior para o desenvolvimento do melanoma. A ressecção de lesões gigantes não é fácil devido ao tamanho da área que deve ser removida.

O seguimento com dermatoscopia [método de visualização da pele com o dermatoscópio, um aparelho que amplia a imagem até 20 vezes] também é muito útil, pois a lesão pode ser fotografada e sua evolução é acompanhada a cada consulta. E, se houver alterações, realiza-se a biópsia", afirmou o cirurgião oncológico André Molina.

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