Redação
O Instituto Biota de Conservação confirmou, nesta quarta-feira (1º), que o elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia era "Leôncio", animal visto quase diariamente no Litoral alagoano desde o dia 11 de março. O órgão ambiental também destacou que o mamífero foi abatido, de acordo com o exame de necropsia, e que o caso deve ser investigado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, para a responsabilização de quem matou o animal.
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Leôncio foi localizado sem vida no fim da tarde de terça-feira (31), no povoado Lagoa Azeda, e estava partido ao meio. O diretor do Biota, Bruno Stefanis, informou à imprensa quase 24 horas depois que o exame de necropsia apontou para marcas de violência, com uso de objetos cortantes. A equipe identificou que possíveis golpes foram dados enquanto o elefante-marinho ainda estava vivo.
"Ele apresentou vários sinais de agressão por meio de objetos cortantes. Essas agressões foram tão violentas, pois vários ossos do animal foram cortados, mutilados. Infelizmente elas foram realizadas enquanto o animal estava com vida. São sinais claros mostrados na necropsia, por meio de hemorragias", disse.
Stefanis explicou que o elefante-marinho estava em processo de troca de pelagem e foi visto pela primeira vez na Barra de Santo Antônio, e depois seguindo pelas praias de Paripueira, Maceió, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, e Roteiro, até chegar em Jequiá da Praia.
"Muito triste compartilharmos essa notícia, uma vez que o Leôncio foi abraçado pela população alagoana, cativou muitas pessoas e nós fizemos um trabalho intenso para que esse animal tivesse toda a atenção e cuidado, para que sua passagem por Alagoas fosse a mais tranquila possível", lamentou.
"Ele tinha um comportamento diferenciado, que era ficar em repouso do lado de fora da água. Não se deve fazer manejo, contenção ou qualquer intervenção se o animal estiver nesse processo. Isso era avaliado diariamente pela equipe veterinária. Até então o animal não apresentava nenhum sinal que precisasse de intervenção imediata", complementou.
O diretor do Biota destacou que o relatório da necropsia será protocolado no Ministério Público, e junto com as entidades ambientais, o órgão estadual irá tentar responsabilizar quem fez isso com o animal. "Não vai competir a gente [a investigação], isso é de autoridade dos agentes públicos. Mas iremos subsidiá-los com informações mais detalhadas possíveis para que o responsável seja identificado e punido pelas autoridades", concluiu.
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