Bispo beija crânio de santa de quase 2 mil anos durante celebração na Itália

Publicado em 20/08/2026, às 23h17
- Reprodução

Terra

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o arcebispo de Catânia, Luigi Renna, beijando o crânio de Santa Águeda, após ele ser colocado dentro de um busto com a imagem da santa em uma cerimônia religiosa realizada na Itália, na última segunda-feira, 17.

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O crânio tem quase 2 mil anos, e o bispo aparece nas imagens usando luvas enquanto o segura diante de uma multidão de fiéis. A relíquia é colocada dentro da imagem, e o bispo se aproxima para beijá-la. Depois, o busto foi fechado e coroado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que presidiu a missa em Catânia.

O evento católico fez parte das celebrações pelos 900 anos do retorno das relíquias de Santa Águeda à cidade. Os restos mortais da santa foram levados para a Constantinopla pelos bizantinos no século 11, segundo a tradição. Eles só foram devolvidos para a Sicília 86 anos depois, em 17 de agosto de 1126. 

Na época houve uma procissão até a cidade, e nove séculos depois, a data foi lembrada com uma série de festas religiosas.

Em uma carta enviada a Parolin, o papa Leão XIV afirmou que, no martírio de Santa Águeda, os cristãos contemplam "a vitória da graça sobre a violência, da fé sobre o medo e da caridade sobre a morte".

Santa Águeda de Catânia

Santa Águeda viveu no século 3, entre as cidades de Catânia e Palermo, na Itália. Segundo a tradição, ela nasceu em 235, em uma família nobre. Na adolescência, Águeda se dedicou à fé cristã, e em 250, durante a perseguição contra os cristãos pelo imperador romano Décio, ela foi atacada por recusar renunciar sua religião.

De acordo com a Igreja Católica, Águeda foi torturada por ordens do procônsul Quinciano. Entre as torturas, teria tido os seios mutilados, foi presa e recebeu a visita de São Pedro, que curou seus ferimentos, segundo a tradição cristã.

Após ser levada diante de um tribunal, Águeda se recusou a abandonar a fé. Quinciano se irritou e ordenou que ela fosse queimada até a morte. Ela morreu em 5 de fevereiro de 251.

Um milagre envolvendo a erupção do vulcão Etna já foi atribuído a Santa Águeda. Um ano após a morte dela, a erupção ameaçou Catânia, e os moradores levaram o véu da santa até a lava, que teria parado de avançar.

Desde então, ela é considerada padroeira da cidade. As relíquias dela, como o crânio, são conservadas na catedral de Catânia, dedicada a ela. Ela é considerada protetora das mulheres com doenças nos seios, devido às mutilações que sofreu em vida.

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