Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz estudo

Publicado em 14/02/2026, às 13h51
O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. - Foto: Agência Brasil

Agência Brasil

Ler resumo da notícia

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.

LEIA TAMBÉM

Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.


E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.


São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.


Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Morre José Álvaro Moisés, intelectual fundador do Partido dos Trabalhadores Caso em Goiás acende alerta para violência vicária; entenda Programa Gás do Povo é sancionado pelo Governo Federal; saiba como funciona Morre segundo filho baleado por secretário em Goiás; criança tinha 8 anos