Bolsonaro deixa hospital e segue para casa para cumprir prisão domiciliar

Publicado em 27/03/2026, às 10h33
Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress

UOL

Ler resumo da notícia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após permanecer internado no hospital DF Star, em Brasília, desde 13 de março. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e continuará o tratamento em casa.

LEIA TAMBÉM

Bolsonaro chegou por volta das 10h20 em sua casa, em Brasília. O ex-presidente usava um colete a prova de balas quando entrou em sua residência, mostrou a emissora CNN Brasil. Moraes autorizou prisão domiciliar. Na terça, o ex-presidente teve a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A internação começou em 13 de março e incluiu passagem de 11 dias na UTI. Bolsonaro deu entrada no hospital com quadro de broncopneumonia, deixou a terapia intensiva na segunda passada e seguiu em tratamento com antibióticos.

A prisão domiciliar humanitária foi autorizada durante a internação. Na terça-feira, Moraes autorizou que o ex-presidente cumprisse prisão domiciliar por 90 dias, prazo que passa a contar apenas quando ele já estiver fora do hospital.

Segundo os médicos, o quadro teve origem aspirativa. Isso ocorre quando conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo causar infecção.

No início do tratamento, a equipe utilizou dois antibióticos. Como não houve resposta suficiente, um terceiro medicamento foi introduzido.

Após o ajuste, Bolsonaro passou a apresentar melhora clínica. Houve redução dos marcadores inflamatórios e melhora de sintomas, como da falta de ar.

Leia o histórico diário de boletins

13 de março (dia da internação) - Bolsonaro deu entrada no hospital com queda na saturação de oxigênio. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, e ele iniciou tratamento com antibióticos intravenosos.

14 de março - Boletim médico informou que o quadro era estável, mas houve piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios no sangue.

15 de março - Médicos registraram melhora da função renal, mas nova elevação dos marcadores inflamatórios. Diante disso, a equipe decidiu ampliar a cobertura de antibióticos.

16 de março - Boletim apontou melhora clínica, com recuperação da função renal e redução parcial dos marcadores inflamatórios.

17 de março - Novo boletim indicou evolução positiva, com melhora dos exames de imagem e queda mais acentuada dos marcadores inflamatórios.

18 de março - Boletim manteve a tendência de melhora, com resposta contínua ao tratamento.

19 de março - Boletim apontou boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com manutenção da resposta ao tratamento.

20 de março - Boletim manteve boa evolução clínica e laboratorial. Segue o uso de antibioticoterapia endovenosa.

21 de março - Boletim apontou que Bolsonaro segue melhorando na UTI. Também iniciou tratamento odontológico após dor na mandíbula.

22 de março - Boletim apontou quadro de estabilidade, mas sem previsão de alta.

23 de março - Ex-presidente se manteve estável e no início da noite foi transferido para o quarto.

24 de março - Boletim apresentou estabilidade clínica, mas ainda sem previsão de alta.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, pede indiciamento de Lulinha e outras 217 pessoas Aluno tira zero na redação de vestibular ao usar 'palavras difíceis' e entra com processo Bolsonaro vai passar por cirurgia no fim de abril, diz médico