Bolsonaro entra com pedido de impugnação de pesquisa Datafolha

Publicado em 30/01/2018, às 16h11

Redação

O deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PSC, entrou com pedido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impugnação de pesquisa Datafolha, de intenção de voto, cuja divulgação está prevista para esta quarta-feira (31).

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O pedido diz que o Datafolha atribui a Bolsonaro "a pecha de denunciado por enriquecimento ilícito", embora ele não tenha sido alvo de ação do Ministério Público. Além disso, ele diz que a pesquisa levanta uma dúvida sobre a imparcialidade do Judiciário no caso da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa do deputado questiona a pergunta "Você tomou conhecimento sobre denúncias envolvendo o aumento do patrimônio da família do deputado Jair Bolsonaro desde o início da sua carreira política?". Ela se refere a uma matéria da Folha de S. Paulo, que diz que Bolsonaro e seus filhos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões.

"Pior do que a falsa afirmação é a constatação de que a pretensão do aplicador do questionário é tão-somente alegar que o representante foi denunciado, e não a obtenção da opinião do eleitor", diz o pedido de impugnação.

O pré-candidato à presidência também diz que a pesquisa é tendenciosa em relação a Lula, por conta da pergunta: "Na sua opinião, o ex-presidente Lula: 1) sabia da corrupção em seu governo e deixou que ela ocorresse, 2) sabia da corrupção mas não poderia fazer nada para evitá-la ou 3) ele não sabia da corrupção em seu governo? 4) Não sabe”.

Segundo os advogados, a questão sugere que a condenação do petista se deu porque Lula permitiu que se praticassem atos de corrupção no curso do seu governo. "A sentença e o acordão condenatórios tratam de situação diversa, qual seja, a participação direta e o recebimento de benefícios pessoais em face de corrupção e outros ilícitos praticados pelo sujeito em questão. Todos esses fatos somados induzem ao abrandamento das condutas praticadas pelo Ex-Presidente, que emerge como vítima de um sistema parcial e perseguidor", diz o documento.


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