Bolsonaro se equivocou e não haverá aumento de impostos, diz Onyx

Publicado em 04/01/2019, às 18h47
Reprodução -

Talita Fernandes e Gustavo Uribe/Folhapress

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro 'se equivocou' ao dizer que havia sancionado um decreto que elevava a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compensar incentivos fiscais ao Norte e Nordeste.

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"Ele se equivocou, ele assinou a continuidade do projeto da Sudam e da Sudene", disse Onyx em entrevista coletiva.

Em evento da troca de comando da Aeronáutica, na manhã desta sexta-feira (4), Bolsonaro admitiu que havia assinado um decreto que elevava o IOF.

Horas depois, o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, negou a fala do presidente e disse que não haveria aumento de impostos.

Segundo Onyx, o presidente se equivocou ao falar sobre o decreto quando, na verdade, tratava da sanção de uma lei.

Onyx disse em entrevista coletiva que não haverá aumento de impostos.

Segundo Onyx, a informação sobre o estudo que previa o aumento do IOF não deveria "ter vazado". O ministro falou sobre a reportagem da Folha que antecipou que o governo estudava o aumento do imposto.

Ele admitiu que o assunto estava em discussão até a manhã desta sexta, mas que a decisão final foi não elevar o imposto.

O ministro disse que as informações veiculadas eram um ensaio de propostas que vazaram.

"Paulo Guedes me ensinou que só haverá qualquer alteração no Brasil a partir do momento em que atingirmos o equilíbrio fiscal, fundamental o equilíbrio primário", afirmou.

PREVIDÊNCIA

Sobre mudanças na Previdência mencionadas por Bolsonaro, Onyx disse que "quando o presidente fala algum número, e falou 57 [anos, nova idade mínima para mulheres], ele quis dar a tranquilidade para as pessoas de que não vai haver uma ruptura, vai ser uma transição lenta e gradual, preservando o direito das pessoas."

Segundo Onyx, o que o governo sempre defendeu "com unanimidade foi a questão da capitalização [do sistema previdenciário], algo que remete, mas será diferente, do modelo chileno", afirmou.

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