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Às margens do Rio São Francisco, no sertão alagoano, um pequeno vilarejo de aproximadamente 500 habitantes vem se destacando e sendo reconhecido como um dos maiores polos de artesanato do Brasil. Agora, a riqueza visual e a tradição manual da Ilha do Ferro ganham escala nacional através de uma nova coleção limitada da Renner, que une o design contemporâneo ao impacto social estruturado.
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A coleção foi concebida após uma imersão direta com os artistas locais e a cooperativa de bordadeiras ART-Ilha, com o objetivo de traduzir saberes ancestrais em peças que conversam com o guarda-roupa urbano.
Entre os principais elementos que compõem a identidade visual, destacam-se o Bordado Boa Noite, técnica tradicional que remete a labirintos e homenageia uma flor local, e releituras de peixes, luas e da rosa dos ventos, que aparecem em aplicações e estampas.
O uso de linho, algodão e telados de retilínea traz a leveza necessária para o clima brasileiro. Enquanto as linhas infantis e jovens exploram tons vibrantes e o contraste do preto, as peças adultas adotam cores neutras e suaves, inspiradas nas fachadas das casas e nas linhas usadas pelas artesãs.
Na elaboração da coleção, foram utilizadas matérias-primas e aviamentos com atributos sustentáveis, como metal reciclado nos acessórios, algodão responsável com certificação Better Cotton Initiative (BCI) e fios de tricô reciclados nas peças masculinas e da linha Bossa.
A iniciativa faz parte da missão da Renner com atitudes mais responsáveis na cadeia produtiva, alinhadas à estratégia “Somos Re”, que integra a sustentabilidade às práticas da companhia. Assim, além de valorizar o artesanato brasileiro, a coleção utiliza materiais que dialogam com um estilo de vida mais consciente.
Impacto Social e Fortalecimento da Comunidade
O processo de produção, baseado no artesanato local, é uma das ações do Instituto Lojas Renner, responsável por estruturar e acompanhar o investimento social do projeto. Parte do valor projetado das vendas será revertida diretamente para a Ilha do Ferro, viabilizando a qualificação da cooperativa, a revitalização da sede comunitária e a realização de um evento de lançamento protagonizado pelos próprios moradores para celebrar a cultura local.
Com impacto estimado em quase toda a comunidade, entre 400 e 500 pessoas, a iniciativa busca garantir que a visibilidade da coleção se converta em melhorias reais para a infraestrutura local. As peças transitam entre a alfaiataria leve, o casual e a moda praia, permitindo que o trabalho manual das bordadeiras de Alagoas ocupe novos espaços, do litoral às grandes metrópoles.
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