Brasileiro é condenado à prisão perpétua por matar bibliotecária mineira na Irlanda

Publicado em 23/01/2026, às 20h24
A bibliotecária mineira Bruna Fonseca, de 28 anos, morta por Miller Pacheco na Irlanda, em 2023 - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Redação

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Depois de três anos de espera, a família da bibliotecária mineira Bruna Fonseca, de 28 anos, assassinada pelo ex-namorado em janeiro de 2023, na Irlanda, viu a dor de uma perda precoce ganhar contornos de justiça. Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo feminicídio ocorrido no primeiro dia daquele ano, em sentença proferida nesta sexta-feira (23/1), no Tribunal Criminal Central. O réu brasileiro ter sido considerado culpado pelo crime cometido na cidade irlandesa de Cork.

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De acordo com o jornal The Irish Times, o veredicto havia sido anunciado na quinta-feira (22/1) por um júri formado por cinco homens e sete mulheres, que levou pouco mais de uma hora para chegar à decisão. A juíza Siobhán Lankford, responsável pelo julgamento, determinou a pena máxima prevista na legislação irlandesa para o crime de homicídio.

'Dignidade, verdade e amor'


Durante a audiência de sentença, familiares da vítima acompanharam a leitura de depoimentos emocionados no tribunal. A irmã de Bruna, Izabel Fonseca, leu uma declaração em nome da família, afirmando que o nome da jovem será lembrado “com dignidade, verdade e amor”.

Bruna Fonseca, natural de Minas Gerais, foi encontrada morta no apartamento de Pacheco, localizado na Liberty Street, região central de Cork. O casal manteve um relacionamento por cerca de cinco anos, encerrado em janeiro de 2022. Ao longo do julgamento, Pacheco negou ter cometido o crime, mas foi considerado culpado pelo júri.

Conforme informado pelo periódico irlandês, testemunhas relataram que, após o fim do relacionamento, Bruna demonstrava preocupação com o estado emocional do ex-companheiro, que teria ameaçado tirar a própria vida. Ela chegou a incentivá-lo a buscar ajuda psiquiátrica.

'Bruna não era um troféu'


Na sentença, a juíza Siobhán Lankford destacou que Bruna não era “um troféu a ser ganho ou perdido”, mas uma pessoa com planos, sonhos e direito de conduzir a própria vida. Trechos de uma conversa gravada pela vítima semanas antes do crime foram citados para reforçar a gravidade do caso.

Segundo o Irish Times, a defesa de Miller Pacheco afirmou que ele aceita a decisão do júri e não pretende recorrer. Em declaração ao tribunal, o advogado disse que o réu pediu desculpas à família da vítima, o que foi rechaçado pelos parentes de Bruna, que afirmaram que nada pode reparar a perda.

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