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Brasileiros devem gastar R$ 546 milhões no OnlyFans em 2026, estima levantamento

Publicado em 26/10/2026, às 11h58
- Pexels

Leonardo Volpato/Folhapress

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Os brasileiros devem gastar cerca de R$ 546 milhões no OnlyFans em 2026, segundo projeção do OnlyGuider, buscador independente de perfis da plataforma. O valor corresponde a US$ 109,7 milhões e representa um crescimento estimado de 4,3% em relação ao ano anterior.

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O estudo, intitulado OnlyFans Wrapped 2026, coloca o Brasil entre os dez países que mais movimentam dinheiro na plataforma, na décima posição do ranking global. Nas Américas, o país aparece atrás dos Estados Unidos, do Canadá e do México.

O relatório foi atualizado em setembro de 2026 e abrange o ano fiscal de dezembro de 2025 a novembro de 2026. Para chegar às projeções, o OnlyGuider afirma ter utilizado dados financeiros da Fenix International, empresa responsável pelo OnlyFans, informações de buscas relacionadas à marca no Google e o modelo de previsão TimesFM 3.0, desenvolvido pelo Google.

O relatório projeta que a cidade de São Paulo teve um gasto de US$ 11,90 milhões (mais de R$ 59 milhões) na plataforma neste ano. Esse índice, por exemplo, é maior do que todo o Equador. Já o Rio de Janeiro consumiu US$ 4,63 milhões (R$ 23 milhões).

Os números, porém, não representam uma prestação de contas detalhada dos gastos dos brasileiros. A empresa não divulga publicamente os pagamentos realizados por país, e os valores nacionais apresentados pelo OnlyGuider são estimativas calculadas a partir de dados agregados e de um modelo estatístico.

Por isso, o levantamento não permite confirmar quanto foi efetivamente gasto por cada grupo de usuários ou em cada modalidade de compra.

Conforme o OnlyGuider, os gastos mundiais no OnlyFans devem alcançar US$ 8,56 bilhões no ano fiscal de 2026, alta de aproximadamente 10,3% em relação ao período anterior. Os Estados Unidos concentram a maior parte desse montante, com previsão de US$ 5,26 bilhões.

Criado em 2016, o OnlyFans permite que criadores de conteúdo cobrem pelo acesso a publicações, geralmente por meio de assinaturas, e também ofereçam materiais pagos separadamente.

A plataforma ficou conhecida sobretudo pelo conteúdo adulto, embora também abrigue perfis de criadores de outras áreas. O modelo permite diferentes formas de monetização, mas os dados públicos disponíveis não permitem determinar, especificamente no Brasil, qual delas responde pela maior parcela dos pagamentos.

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