Para o MPF, "o Cade deve ir além de uma análise estritamente concorrencial e considerar o passivo socioambiental da companhia como elemento relevante para avaliar a eficiência econômica da operação".
No documento apresentado à autarquia, o órgão ministerial se refere ao afundamento do solo em cinco bairros de Maceió causado pela exploração de sal-gema pela petroquímica, provocando a desocupaçãp das áreas afetadas e impactando cerca de 60 mil pessoas.
Cita ainda que a Braskem firmou em 2025 um acordo de R$ 1,2 bilhão com o governo de Alagoas para indenizações ambientais e que a mudança societária da empresa não deve desconsiderar esses passivos sem garantia de liquidez, "sob risco de comprometer a reparação integral dos danos".
A mudança de controle envolve também a Petrobras, que abdicou de exercer a preferência na empresa e ficará com o co-controle da petroquímica juntamente com a IG4.