Flávio Gomes de Barros
Texto de Talita Nascimento, Cynthia Deocledt e Altamiro Silva, na coluna Broadcast, do "Estadão":
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"O pagamento dos juros de títulos de dívida (bonds) emitidos no exterior que vencem no próximo dia 10 está previsto no caixa da Braskem. Até segunda ordem. O plano, segundo fontes próximas ao assunto, é realizar o pagamento para buscar, na sequência, uma renegociação organizada para os demais vencimentos.
Do lado dos detentores desses títulos, chamados de bondholders, porém, ainda há descrença na capacidade de pagamento da companhia. O atraso já era considerado certo por parte dos bondholders em dezembro, sem mudanças significativas na última semana. Nesta terça-feira, 6, porém, na expectativa de que a companhia pudesse arcar com o vencimento, a ação da Braskem subiu mais de 5%, sendo a terceira maior alta do Ibovespa.
A petroquímica se encaminha, se tudo correr como o planejado, para evitar um calote de cerca de US$ 140 milhões em juros que vencem em janeiro. Caso o vencimento do dia 10 não seja pago, a Braskem fica inadimplente e tem 30 dias para quitar o valor, sob risco de aceleração de todas as dívidas. O endividamento bruto da companhia soma aproximadamente US$ 8,4 bilhões, com prazo médio de nove anos.
Do outro lado, sabendo que uma renegociação de passivos é iminente, os bondholders já se organizam com assessores para essas conversas. A entrada oficial da IG4, prevista para fevereiro, deve dar condições para uma reorganização mais ampla do endividamento da empresa, alinhada ao novo plano de gestão da companhia, a ser apresentado.
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