Bullying pode deixar marcas emocionais duradouras, diz especialista

Publicado em 07/04/2026, às 16h52
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Assessoria

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Nesta terça-feira, 7 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, um problema que ainda faz parte da rotina de muitas crianças e adolescentes. Em Alagoas, de acordo com os dados do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), os Cartórios de Notas no Estado registraram 1.179 atas notariais, documento que pode ser utilizado para comprovar casos de bullying e cyberbullying. Desde 2020, já são mais de 4,2 mil atos.

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O psicólogo Jardiael Herculano avalia que o bullying é caracterizado por comportamentos agressivos, repetitivos e intencionais, que têm o objetivo de humilhar, excluir, intimidar ou ferir outra pessoa; longe de ser uma “brincadeira” ou “coisa da idade”, pode provocar impactos sérios na saúde mental, no desempenho escolar e no desenvolvimento emocional das vítimas. “Muitas vezes, o bullying começa com apelidos, risadas, isolamento e comentários pejorativos.

Essas atitudes, quando se repetem, podem causar sofrimento psicológico e prejudicar o desenvolvimento pessoal, com sequelas, inclusive na fase adulta, afetando relações interpessoais, autoconfiança e saúde emocional”, explica o especialista, coordenador do curso de Psicologia do Centro Universitário Estácio.

Jardiael explica que os efeitos do bullying podem se manifestar de diferentes formas. Entre os sinais mais comuns estão queda no rendimento escolar, mudanças de comportamento, tristeza frequente, ansiedade, medo de ir à escola, isolamento social e baixa autoestima.

“A criança ou adolescente que sofre bullying nem sempre consegue verbalizar o que está acontecendo. Em muitos casos, esse sofrimento vem acompanhado de dores de cabeça, dores de barriga, insônia ou crises de choro”, esclarece.

O apoio da família

Jardiael reforça que a família também tem papel fundamental quando o filho é o agressor. “Mesmo os alunos com bom comportamento também podem praticar bullying. Nesse caso, a orientação para os responsáveis também é tratar seu filho com respeito e dignidade. Também é preciso avaliar se não está enfrentando uma situação de grande angústia. Um profissional especializado pode ajudar nesse diagnóstico”, aconselha.

Dentro de casa, o primeiro passo é criar um ambiente de confiança para que crianças e adolescentes se sintam seguros para falar sobre o que estão vivenciando. O psicólogo orienta que os responsáveis observem mudanças de comportamento e mantenham diálogo constante sobre convivência, respeito e limites.

Clínica Escola oferta serviços gratuitos à população

A Clínica Escola de Saúde do Centro Universitário Estácio oferta atendimento psicológico para crianças e adultos. Os atendimentos são gratuitos e acontecem nos turnos da manhã e tarde.

A iniciativa faz parte do estágio supervisionado exigido pela instituição de ensino, duram em média 50 minutos e são realizados por acadêmicos do curso de Psicologia, com o monitoramento dos professores.

Para participar, a pessoa interessada deve apenas preencher uma ficha cadastral, na sede da clínica, no bairro de Jatiúca.

Mais informações: 3214-6800

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