Busca por irmãos desaparecidos no MA entra no 10º dia; polícia investiga

Publicado em 13/01/2026, às 16h33
Buscas a irmãos quilombolas desaparecidos entram no décimo dia, com mudança de estratégia e troca gradual de equipes em curso - Reprodução / Instagram / @defesacivilbacabal

Folhapress

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A busca pelos irmãos quilombolas desaparecidos em uma região de mata em Bacabal, no Maranhão, entrou nesta terça-feira (13) no 10º dia. A Polícia Civil investiga o caso.

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Prefeito de Bacabal disse que os trabalhos para encontrar Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michel, 4, continuam de forma "intensa e permanente". Nesta segunda-feira (12) teve início uma troca gradativa de agentes da força-tarefa responsável pelas buscas, além de mudança de estratégia dentro da mata (trabalhos em linha para ocupação da área previamente delimitada). "Vamos continuar com muita fé, com a união de todos e planejamento", disse Roberto Costa (MDB).

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil do Maranhão investiga o desaparecimento com equipes percorrendo a região. O governador do estado, Carlos Brandão (sem partido), informou nesta terça que o primo do casal de irmãos, Anderson Kauã, 8, encontrado na última quarta-feira (7), não sofreu violência, segundo exames médicos.

O garoto, em razão do trauma, é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Segundo Brandão, profissionais do IPCA (Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente) "conduzem, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada do menino".

RELEMBRE O CASO

Ágatha e Allan saíram para brincar com o primo, no dia 4, na mata próxima ao povoado de São Sebastião dos Pretos, uma área quilombola, onde moram. As autoridades foram procuradas ainda na noite do desaparecimento, segundo o prefeito de Bacabal.

Anderson foi encontrado três dias depois, com quadro de desidratação e desorientado. As buscas, então, passaram a se concentrar na área da mata onde o menino foi localizado. Além da força-tarefa; composta por Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Força Estadual Integrada de Segurança Pública; a procura tem o auxílio de voluntários. E suporte de drones com sensores de movimento, veículos especiais e dois helicópteros, além de cães farejadores.

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