Mudança no controle acionário da Braskem

Publicado em 10/03/2026, às 02h00

Flávio Gomes de Barros

 
A Braskem anunciou ao mercado que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CASE) aprovou, sem restrições, a substituição da Novonor, que está em recuperação judicial, por um Fundo de Investimento em Participações (FIP) como acionista na companhia.
 
Desde sexta-feira, 6, corre um prazo de 15 dias para que haja manifestações e, caso não existam contestações nesse prazo, a operação será aprovada em definitivo.
 

A análise do processo no Cade demorou por cobta de manifestações de entidades do setor plástico e de órgãos públicos, levando o órgão a se preocupar sobre estrutura de mercado e contratos da cadeia petroquímica, mas, ao final, entendeu que essas questões não teriam relação direta com a mudança de controle da companhia.

Segundo o portal "InvestNews", Também houve manifestação do Ministério Público Federal (MPF) pedindo que fossem considerados os impactos ambientais do caso Alagoas. O Cade afirmou, porém, que não identificou nexo de causalidade entre a operação societária e o cenário descrito, limitando sua análise aos efeitos concorrenciais da transação."

O acordo que levou à mudança no controle da Braskem foi estruturado a partir das dívidas da Novonor com cinco bancos credores – Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES – que tinham ações da petroquímica como garantia em empréstimos concedidos à antiga Odebrecht.

"Esses credores transferiram cerca de R$ 20 bilhões em créditos, garantidos por ações da Braskem, para o fundo Shine I, ligado à gestora IG4, do empresário Paulo Mattos. Com isso, a gestora passa a assumir as ações que estavam dadas em alienação fiduciária, herdando a participação que antes pertencia à Novonor", explica o "InvestNews".

Ao final da operação, a IG4 (Fundo de Investimento em Participações) fica com cerca de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total da Braskem, tornando-se a principal acionista da companhia. A Petrobras já detém 47% das ações com direito a voto e dividirá o controle da petroquímica com a gestora.

 

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