Café regional com afeto

Publicado em 28/09/2021, às 10h08
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Redação

Pastelzinho de forno, creme de brócolis, canja de galinha, caldo verde, mungunzá, pamonha, arroz doce, cuscuz “peitinho”, bolo de goiabada… O bufê é farto e colorido, e todas estas gostosuras foram colocadas à mesa para registar a tradição de 24 anos do Mestre Cuca, uma história que começou com Edson Falcão (falecido) e Séfora Maria. Trajetória seguida pelo filho do casal, o chef Thiago Falcão (@thiagofalcaofarias), que desde menino amava ajudar arrumar as mesas com os pais.

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Alguns dos itens saborosos do café regional do Mestre Cuca

Já conheço o tempero afetivo do Mestre Cuca, onde o feijão com arroz é bem-feito, como se diz, cozinha de mãe e vó, comida de casa, com a simplicidade que encanta aos alagoanos e turistas. Mas como ainda estou com dieta restrita por conta da cirurgia bariátrica, coube à minha sobrinha, Amália Lins, a árdua tarefa de navegar pelos sabores do café regional do Mestre Cuca. E olhe, ela foge de sopas e caldos, porém o caldo verde conquistou o coração da médica.

Caldos e sopas do Mestre Cuca, os mais queridos são de brócolis e caldo verde

O caldo verde, bem como o de brócolis, é o queridinho dos fregueses da casa. Segundo o chef Thiago, é uma tradição e tem sempre a diferença de que nestes dois cremes são adicionados leite, dando maior cremosidade a a ambos. O caldo verde também leva batata, linguiça e couve; para acompanhar, torradas ou pão. Na cozinha do Mestre Cuca, o tempero básico é tomate, pimentão, cebola, alho, sal e não se usa cominho.  A galinha guisada é nota 10, com direito a uma graxa com pouquíssima gordura. Combina perfeitamente com o cuscuz de massa puba, que é nota 10.

Galinha guisada com cuscuz de massa puba, deixa saudades

Lá também tem o famoso cuscuz conhecido como “peitinho”,  porque é redondo  e pequeno, nas versões milho e arroz. “Há mais de 15 anos compramos o cuscuz com um senhor, que aprendeu a fazer com o Biu do Jaraguá, e todo mundo gosta”, conta Thiago. Aposte nas carnes guisadas, como galinha ou carneirinho para escoltar a tradição.

Famoso cuscuz conhecido como “peitinho”,  porque é redondo  e pequeno, nas versões milho e arroz

Os pasteis de forno são bons, a massa não é grossa, e o recheio de frango é bem molhadinho e segundo Amália, é impossível comer apenas um, e chega bem quentinho ao bufê.

Pastéis de forno com massa fina, leve e recheio molhadinho

O Pão Recife é fabricado pela própria cozinha do restaurante, é fofo e gostoso. Pode ser assado na chapa com manteiga. Já a macaxeira também é usada para fabricar a pizza, gostei, mas na receita tem um pouco de farinha de trigo. De bolos, Amália gostou o de goiaba, porque parecia que estava comendo a fruta bem madurinha, cozinha boa do Mestre Cuca, sempre traz boas lembranças.

Pão Recife fabricação própria do Mestre Cuca. Queijos, presuntos e o beiju…

Família – A diversão do chef Thiago era acompanhar os pais no restaurante e assim ajudava nas tarefas pequenas. Sua paixão pela gastronomia começou cedo, pelos doces da vó Lea. No restaurante, duas funcionárias, dona Maria e Cida, ensinaram ao Thiago os segredos da cozinha regional. O aprendizado do dia a dia da cozinha à administração fez Thiago escolher o caminho certo, os cursos de gastronomia e administração, aliando sabor à gestão financeira, a receita de sucesso até em tempos de crise.

Pizza de macaxeira com carne de sol e queijo

Rota: Mestre Cuca

Preço (por quilo) : Jantar – R$ 51,90/ sábado, domingo e feriado – R$ 53,90/ sopas e caldos – R$ 14,90 (grande – 4 conchas)/ (meia- 2 conchas)  R$ 9,90/ almoço – R$65,90 / Nos domingos e feriados- R$67,90 / Aceita-se cartões

Funciona todos os dias das 11h até as 15h/ Jantar das 17h até 2130/

R. Dep. José Lages, 453 – Ponta Verde/ Telefone: (82)3327-1970 (82) 99902-0082

Chef Thiago Falcão do Mestre Cuca prima pela boa gastronomia regional

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