“Calunga”, clássico de Jorge de Lima, ganha adaptação para o cinema com lançamento oficial em Maceió

Publicado em 16/04/2026, às 12h52
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Assessoria

O romance social “Calunga”, obra do escritor alagoano Jorge de Lima, vai ganhar uma adaptação para o cinema. O lançamento oficial do projeto será realizado nesta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Alagoas, marcando o início da produção do longa-metragem que promete destacar a cultura e as paisagens do estado.

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A apresentação ocorre durante a solenidade de entrega do título de cidadã alagoana à cineasta Renata Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema e viúva de Cacá Diegues. Renata integra o projeto como produtora associada, ao lado do jornalista e apresentador Pedro Bial.

Baseado no livro lançado originalmente em 1935 e recentemente relançado pela editora Alfaguara com prefácio de Claufe Rodrigues, o longa contará a história de Lula Bernardo, personagem que deve ser interpretado por Marcos Palmeira. O enredo acompanha o retorno do protagonista aos manguezais alagoanos, onde enfrenta desafios sociais, doenças e conflitos com figuras de poder local, como o Coronel Totô, papel que será interpretado por Chico de Assis.

A narrativa mergulha no universo dos cambembes, descendentes dos índios caetés, retratando uma população historicamente marginalizada que vive da pesca e da coleta de mariscos nos manguezais. O filme também pretende revelar um Nordeste ainda pouco explorado pelo cinema nacional, com destaque para as lagoas e comunidades tradicionais de Alagoas.

De acordo com Claufe Rodrigues, que assina a direção, o roteiro e a produção do projeto, a adaptação tem potencial para ampliar o alcance da obra de Jorge de Lima e valorizar a identidade cultural do estado. Segundo o diretor, “é uma história universal, em que dois reinos miseráveis se enfrentam, simbolizando a luta entre bem e mal, novo e velho, conhecimento e ignorância”. Ele também faz uma comparação com o clássico do cinema nacional dirigido por Nelson Pereira dos Santos e acrescenta que “se ele fez ‘Vidas Secas’, Calunga será o nosso ‘vidas molhadas’”.

O longa “Calunga” será integralmente rodado em Alagoas, com a utilização de mão de obra local, envolvendo atores e técnicos da região. O projeto tem a Poetica Produções Artísticas como proponente e será viabilizado com recursos captados por meio da Lei do Audiovisual. O Governo do Estado de Alagoas é o primeiro patrocinador da iniciativa.

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