Câmara rejeita transição mais branda para trabalhadores na reforma da Previdência

Publicado em 12/07/2019, às 15h35
Agência Câmara Notícias -

Folha Press

Os deputados rejeitaram nesta sexta-feira (12) emenda à reforma da Previdência apresentada pelo PDT que previa regras de transição mais brandas para trabalhadores do INSS e do setor público. As mudanças receberam 296 votos contrários e 165 favoráveis. 

LEIA TAMBÉM


Esse foi o primeiro dos destaques votados nesta sexta por deputados, que entram no segundo dia de negociações por medidas que devem abrandar o texto-base da reforma da Previdência. Na quinta, foram abrandadas regras para aposentadoria de homens e mulheres, policiais e também da pensão por morte.


Caso fosse aprovada, a mudança teria impacto de R$ 87 bilhões em dez anos, segundo cálculos de técnicos legislativos. A proposta do PDT estipulava uma redução de 100% para 50% do "pedágio". Ou seja, se faltassem dois anos para a aposentadoria, seria necessário trabalhar mais três anos.


Na regra mantida, o servidor ou empregado vai ter que trabalhar 100% do tempo que falta -no exemplo acima, mais quatro anos.Ainda nesta sexta, serão votados outros cinco temas pelos deputados.
Deputados devem discutir mudanças nos cálculos do valor dos benefícios para aposentadorias e pensões, em duas medidas propostas pelo PT e com potencial de reduzir a economia da Previdência em mais de R$ 160 bilhões cada.


O governo disse que não deve refazer cálculos oficialmente enquanto a votação dos destaques não for concluída. 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado