Campanha de ortopedistas alerta para os perigos de acidentes com fogos de artifícios

Publicado em 18/06/2018, às 16h35

Redação

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Os fogos de artifício são um espetáculo à parte nas festas juninas, e neste ano em especial, também na Copa do Mundo. Mas, segundo o DATASUS, nos últimos anos, mais de 8 mil acidentes e mais de 120 mortes foram causadas por fogos de artifício. Destas, 20% eram crianças entre 0 e 14 anos. Para ajudar a conter esses números, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), lançou este ano uma nova campanha sobre o assunto. Composta pela cartilha “Tudo o que você precisa saber sobre fogos de artifício”, a ação terá seu conteúdo divulgado pelas redes sociais das entidades e também contará com distribuição de material informativo em hospitais e outros locais públicos.

Mesmo deixando as comemorações ainda mais bonitas, o mau uso dos fogos ou as explosões prematuras podem trazer graves conseqüências. Entre as principais estão as queimaduras, lesões auditivas e surdez, comprometimento da córnea e até mesmo amputação de dedos e mão.

“São acidentes que, quando não fatais, acometem especialmente as mãos, com danos que vão de simples queimaduras à amputação”, afirma o ortopedista e cirurgião de mão Raimundo de Araújo Filho, presidente da regional Alagoas daSociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Para que todos se divirtam com segurança, é preciso ter os devidos cuidados, principalmente com o manuseio. Confira algumas das principais orientações:

- Sempre soltar fogos ao ar livre, com uma distância de 30 a 50 metros do local;

- Somente comprar fogos em lugares em lojas especializadas e certificadas;

- Escolher artefatos menos explosivos e de fácil manuseio;

- Conferir o certificado de garantia e validade do produto;

- Optar por artefatos que venham com a base de encaixe para ser fixados no chão;

- Nunca fazer experiências ou modificar os fogos de artifícios;

- Crianças devem sempre ficar longe dos artefatos.

O ortopedista alerta ainda para as medidas tomadas em caso de acidente: “É preciso acionar imediatamente os Bombeiros, pelo número 193, ou a SAMU no 192. Nunca se automedicar e, no caso de queimadura, lavar com água fria ou soro fisiológico, para depois envolver a parte queimada com um pano úmido”, explica.

É preciso ainda estar atento para a validade e a classificação dos fogos de artifício, divididos em classe A, B, C e D, de acordo com a legislação. Somente os de classe A são liberados para todas as idades. Os B vendidos para maiores de 16 anos e os C a partir de 18 anos. Os mais perigosos, da classe D, somente podem ser vendidos para profissionais que possuem licença.

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