Canetas emagrecedoras: o efeito colateral na pele que ninguém te conta

Publicado em 03/05/2026, às 14h12
- Foto: Reprodução/Freepik

Estado de Minas

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O uso de canetas emagrecedoras tem levado a uma mudança visível no corpo, mas o impacto mais silencioso acontece na pele. Com a perda acelerada de gordura, regiões que antes tinham sustentação passam a apresentar flacidez, perda de firmeza e um aspecto “vazio”, principalmente no abdômen, nos braços, nas coxas e no rosto.

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Segundo o médico Roberto Chacur (CRM-SP 124125), o corpo não está preparado para lidar com mudanças bruscas de volume. “O problema não é o medicamento, mas a velocidade com que o corpo perde gordura sem dar tempo para a pele se reorganizar”, afirma.

A gordura não é apenas um acúmulo, pois também exerce função estrutural. Quando essa camada diminui rapidamente, a pele perde suporte e não consegue se adaptar na mesma velocidade.

Esse processo está diretamente ligado ao comportamento do colágeno, principal responsável pela sustentação da pele. Com o emagrecimento acelerado, as fibras não conseguem se reorganizar de forma eficiente, o que leva à perda de elasticidade e à dificuldade de retração do tecido.

“A pele tem um limite biológico. Quando esse limite é ultrapassado, ela não volta para o lugar com a mesma qualidade”, afirma o médico.

O efeito se torna ainda mais evidente no rosto, onde a perda de gordura altera o contorno facial e pode criar um aspecto mais envelhecido. Esse movimento reforça que o impacto vai além da estética corporal e atinge diretamente a percepção de envelhecimento.

Tratamento focado na estrutura da pele


Diante desse cenário, o tratamento da pele passou a exigir uma abordagem estrutural. Roberto Chacur destaca que protocolos como o GoldIncision atuam justamente nesse ponto ao combinar técnicas para tratar não só a flacidez, mas a base do problema.

“Não é uma questão de preencher ou devolver volume. O foco é reorganizar o tecido, estimular colágeno e recuperar a qualidade da pele de dentro para fora”, explica.

Ele reforça que a mudança de abordagem acompanha uma nova forma de entender o corpo. Quando se compreende o que está acontecendo com a estrutura da pele, o tratamento passa a ser mais preciso e mais natural.

Para o médico, o principal erro é acreditar que emagrecer resolve tudo. “O corpo muda rápido, mas a pele não acompanha no mesmo ritmo. E é exatamente aí que começa o problema que muita gente só percebe depois.”

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