Cannabis medicinal: conselho detalha papel do farmacêutico; confira

Publicado em 29/01/2026, às 12h13
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Assessoria

A nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autoriza a produção de medicamentos à base de cannabis sativa no Brasil e amplia a possibilidade de comercialização desses produtos, incluindo farmácias de manipulação, representa um avanço para a saúde pública e fortalece o papel do farmacêutico na assistência à população.

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A normativa define requisitos técnicos e sanitários para a produção desses medicamentos. Critérios rigorosos que estabelecem controle de qualidade, prescrição, dispensação e acompanhamento do uso desses remédios, garantindo segurança, rastreabilidade e acesso a terapias utilizadas no tratamento de diversas condições clínicas, como epilepsias refratárias, dores crônicas e doenças neurológicas.

Com a nova regulamentação, o farmacêutico assume papel essencial em todas as etapas do processo, sendo o profissional legalmente habilitado para garantir a qualidade dos insumos, a correta manipulação, o armazenamento adequado e a orientação segura aos pacientes, promovendo o uso racional dos medicamentos à base de cannabis.

Hoje, Alagoas conta com cerca de 40 farmácias de manipulação. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL), João Neto, a resolução reafirma a importância da atuação farmacêutica no contexto dos avanços regulatórios.

"A regulamentação da Anvisa não só amplia o acesso a novas terapias, como também reforça a responsabilidade técnica do farmacêutico, que é fundamental para garantir a segurança, a eficácia e o acompanhamento adequado do tratamento dos pacientes", destacou.

O CRF-AL ressalta que a ampliação da regulamentação exige qualificação técnica contínua e atuação ética dos profissionais, especialmente nas farmácias de manipulação, que passam a integrar de forma mais ampla esse novo cenário terapêutico.

O Conselho reafirma seu compromisso com a orientação, a fiscalização e a valorização da profissão farmacêutica, contribuindo para que os avanços regulatórios sejam traduzidos em benefícios concretos para a sociedade, com foco na segurança do paciente e na promoção da saúde.

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