Capitã da PM morta e sargento preso: o que se sabe sobre o caso

Publicado em 22/07/2026, às 12h53
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CNN Brasil

A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, nessa segunda-feira (20) em Belo Horizonte, é investigada como feminicídio consumado.

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O marido da oficial, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no crime.

Chegada no hospital e indícios de crime

Michele foi levada pelo próprio marido ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de BH, por volta das 21h, já sem batimentos cardiácos. Imagens de câmeras de segurança mostram o sargento ao carregar a esposa nos ombros do elevador até o carro.

A equipe médica suspeitou da versão de acidente ao constatar que o óbito teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.

Além disso, o corpo da capitã apresentava múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano, ferimentos de grandes dimensões na testa, ferimentos nas pernas e lesões compatíveis com chicoteamento.

Versão do sargento

Eduardo alegou que a esposa havia caído de uma escada por volta das 12h. Segundo ele, os hematomas seriam fruto de práticas sexuais consensuais de dominação ocorridas na noite anterior.

O sargento afirmou ainda que não a levou ao médico antes porque Michele estaria constrangida pelo uso de drogas.

No entanto, a situação do militar se complicou quando ele foi flagrado por um tenente ao descartar comprimidos de ecstasy na lixeira do hospital, o que resultou também na prisão por posse e tráfico de drogas. 

Elementos encontrados no apartamento do casal

Durante a perícia no apartamento do casal, foram encontrados elementos que reforçam a suspeita do crime. Entre eles estão um cabo de madeira quebrado no lixo do prédio e roupas de cama recém-lavadas e molhadas ainda na máquina.

Além disso, o veículo utilizado no transporte, um Jeep Renegade, foi apreendido. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Histórico de violência e expusão da PM

A família de Michele relatou que ela vivia um relacionamento intensamente abusivo, marcado por humilhções, controle psicológico e ameaças.

Além disso, Eduardo foi exonerado da PM em 2009 por omitir uma apreensão por porte ilegal de arma quando era adolescente, mas conseguiu ser reinegrado por decisão judicial.

Outro detalhe do caso é a informação apurada pela Itatiaia de que duas ex-namoradas já o haviam denunciado por agressões em 2014 e 2016. Em um dos casos, ele chegou a descumprir uma medida protetiva e ameaçar familiares da ex-companheira. 

Defesa do sargento

A defesa do policial militar informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados e já está acompanhando integralmente a apuração. este momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes. A defesa confia no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e reafirma que se manifestará oportunamente nos autos, preservando o direito de defesa e o sigilo necessário ao bom andamento do procedimento". 
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