Capitão de seleção perde recurso e será julgado por acusação de estupro

Publicado em 23/09/2026, às 15h02
Hakimi é capitão da seleção do Marrocos e lateral-direito do PSG - Fotoarena / Folhapress

CNN Brasil

O Supremo Tribunal Francês determinou nesta quarta-feira (23) que Achraf Hakimi, lateral-direito de Marrocos e Paris Saint-Germain, será julgado após a acusação de estupro em 2023, sendo incontornável a realização do julgamento.

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O juizado rejeitou o recurso que foi apresentado no dia 19 de junho, em plena Copa do Mundo, pelos advogados que representam o jogador. Após o decreto da decisão, o lateral terá que comparecer ao banco dos réus no Tribunal Criminal de Hauts-de-Seine, podendo ser também em Nanterre, em julgamento que ainda não tem data confirmada.

O grupo que defende a denunciante declarou, em comunicado a agência EFE, que a cliente está convicta de que a justiça será feita.

"Após três anos e meio de batalhas judiciais, depois de ser caluniada e arrastada para a disputa pela defesa de Achraf Hakimi, minha cliente está convencida de que a justiça será feita e lutará até o fim

(Rachel-Flore Pardo, advogada de defesa da vítima)

Denúncia contra Hakimi

Segundo a denúncia feita pela mulher, Hakimi a beijou nos lábios a força, levantou as roupas da vítima e a tocou nas partes íntimas sem consentimento antes de estupra-lá.

Mesmo com dificuldade, a jovem se desvencilhou do agressor com um chute, e posteriormente, ligou para sua amiga, que foi buscá-la no local. De acordo com a acusadora, o relato aconteceu na residência do marroquino, em Boulogne-Billancourt. No dia seguinte, ela compareceu na delegacia e contou aos agentes o que havia acontecido.

Hakimi foi acusado pela jovem de 24 anos no dia 2 de março de 2023, negando os fatos apresentados desde o inicio das acusações.

Defesa do jogador

Além de sua equipe de advogados, seu ex-companheiro de PSG, Kylian Mbappé, poderá ser chamado como testemunha, já que foi citado pela defesa em 14 de abril de 2023, para que comprove o consentimento nas relações que seu colega manteve com a delatora.

Kylian afirmou que seu amigo disse que beijou a jovem e, após o beijo, teria tocado "suas partes íntimas", sem que houvesse rejeição da parte dela. Esta declaração fez com que a juíza responsável ordenasse que o marroquino fosse levado a julgamento, afirmando que este ato corroborava com o relato da queixosa.

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