Carapeba em nome da paz

Publicado em 12/08/2018, às 10h13 - Atualizado às 10h44
-

Redação

Em homenagem aos nossos pais

Fiz minha inscrição para o vestibular de Jornalismo escondida de meu pai, porque o sonho de seu Hermílio Inocêncio de Oliveira, era ter uma filha médica. Claro, quando a verdade apareceu ele ficou um “siri na lata” e passou uma semana sem falar comigo. Mas nossos perrengues eram resolvidos na base da carapeba, ou seja: tudo acabava bem à mesa da família.

LEIA TAMBÉM

Carapeba, além de peixe nobre na mesa dos alagoanos, na minha vida sempre representou o símbolo de paz com o meu pai. Ele chegava do Mercado Público com a cesta (de palha trançada, tradicional) cheia do tal peixe e, nem precisava falar, era o melhor presente. Carapeba também é vocábulo que nomeia a banda de pífanos, igualmente reconhecida como “Esquenta-Muié”.

Meu pai nasceu na cidade de Penedo

O peixe nobre de Alagoas é da água salobra, vivente no encontro ente mar e lagoa. Com grande presença, faz a festa dos pescadores na Lagoa Azeda e na Foz do Poxim, em Coruripe. Para preparar, apenas o sal. Naturalmente já é saboroso, ideal para dietas e, dizem, até mesmo para recuperação de cirurgias. De escamas na cor prata, é peixe de carne branca e macia. Como uma vez escreveu o jornalista Plínio Lins, “se a carapeba soubesse como é gostosa, não nadava – rebolava nas águas”.

Texto publicado no meu livro Receitas das Alagoas

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Degustação de queijos de graça? Só em São José da Tapera Santé Pizzas supera 120 mil pizzas vendidas e cresce com apoio do Sebrae em Teotônio Vilela Galinha Cheia: documentário alagoano estreia no Matula Festival, em Belo Horizonte Pirão da Leidinha: a glória de Jequiá da Praia