Revista Crescer
Quinze dias após iniciar a introdução alimentar do caçula, Gabriela Muxagata Minguini, 38 anos, decidiu mostrar nas redes sociais como tem apresentado novos sabores ao Filippo, de 6 meses.
Natural de São Paulo e morando atualmente no Rio de Janeiro, ela tem compartilhado diversos vídeos do filho experimentando alimentos nada óbvios, como polvo e língua de boi – sempre em seu formato original, para que ele explore a textura, o cheiro e o sabor com as próprias mãos.
“O primeiro alimento da vida dele foi polvo que, para nós, é super comum, mas, para algumas pessoas, pode ser ‘estranho’”, explicou Gabriela à CRESCER. Desde então, segundo ela, o bebê experimenta diariamente diferentes grupos alimentares — “carnes, legumes, frutas e, em breve, receitas mais elaboradas”.
A mãe conta que Filippo costuma reagir bem às novidades. “Ele é bem curioso e aberto a experimentar de tudo! Para cada alimento, ele tem uma reação mais fofa que a outra”, relatou.
Gabriela reforça que mantém acompanhamento profissional. “Temos acompanhamento pediátrico e, sempre que oferecemos uma comida nova, acompanhamos bem de perto possíveis reações alérgicas”, explicou.
Ela destaca ainda que, atualmente, a orientação é introduzir cedo alimentos potencialmente alergênicos. “Hoje, o consenso é que alimentos potencialmente alergênicos (como camarão, peixe, ovo, amendoim, leite, trigo) devem ser introduzidos cedo. Isso ajuda o sistema imunológico a aprender que aquele alimento é ‘amigo’, reduzindo o risco de alergia no futuro.”
“O Filippo é o nosso segundo filho, então, já temos experiência com a introdução alimentar e seus métodos. Fizemos exatamente a mesma introdução alimentar com a Sofia, 5 anos, e deu super certo! Hoje, ela é uma criança que come de tudo sem problemas, e inclusive ficou super conhecida por comer de tudo!”, disse.
Ela diz acreditar que a exposição variada desde cedo faz toda a diferença no comportamento alimentar futuro das crianças. “Isso me dá segurança e validação de que realmente vale a pena investir em uma introdução alimentar tão diversificada, para o bebê crescer sem preconceito com certos alimentos e sem futuros problemas como seletividade alimentar.”
Repercussão online
Gabriela também refletiu sobre as reações que os alimentos despertam nas pessoas. “No fim das contas, nossa alimentação é cultural e bem menos racional do que a gente imagina. O ‘espanto’ [nas redes sociais] não tem a ver com ser estranho de fato, mas com o que cada cultura normalizou como comida.”
Ela exemplificou: “No Brasil, o coração de frango está em churrasco, boteco, festa… Virou algo ‘comum’. Já a língua de boi aparece menos no dia a dia, então soa como algo exótico, mesmo sendo super tradicional em várias cozinhas (portuguesa, francesa, mexicana).”
Não à toa, seus vídeos acabaram provocando diferentes reações nas redes sociais: “A maioria dos comentários tem sido positiva. As pessoas, assim como nós, adoram acompanhar as reações do Pippo com cada novo alimento. Já algumas se surpreendem ao ver um bebê comendo polvo porque muitas, às vezes, nunca comeram.”
LEIA MAIS