Carnaval com pets: 3 cuidados para garantir a saúde dos animais na festa

Publicado em 10/02/2026, às 14h30
- Acessórios adequados, hidratação reforçada e respeito aos limites de cada animal são fundamentais para curtir a festa (Imagem: Cintia Erdens Paiva | Shutterstock)

Redação EdiCase

O Carnaval é uma das festas mais esperadas do ano pelos brasileiros e, cada vez mais, os animais de estimação também entram na folia ao lado de seus tutores. A presença de cães em blocos de rua e em passeios pet friendly, por exemplo, já virou parte comum do cenário carnavalesco. No entanto, para garantir a saúde e o bem-estar dos pets durante a festa, alguns cuidados são indispensáveis.

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A médica-veterinária de Guabi Natural (MBRF Pet), Mayara Andrade, destaca três pontos de atenção fundamentais durante o período de Carnaval. Confira!

1. Atenção à pele: nem toda fantasia é inofensiva 

A profissional explica que o uso de fantasias e pinturas nos pelos dos animais costuma ser um dos principais atrativos durante o Carnaval, mas exige cautela. Produtos inadequados podem causar reações alérgicas, especialmente em cães com pele sensível ou pelagem clara, além do risco de intoxicação por ingestão. 

“O uso de tintas para coloração dos pelos pode provocar alergias e até intoxicações, já que os pets tendem a lamber o próprio corpo. Dependendo da composição do produto, isso pode representar um risco à saúde”, explica Mayara Andrade. 

Além das tinturas, fantasias muito pesadas ou quentes também devem ser evitadas, pois podem causar desconforto e dificultar a regulação da temperatura corporal, especialmente em dias de calor intenso. 

2. Calor e hidratação: um cuidado que vai além da água 

As altas temperaturas, típicas do verão, aumentam o risco de desidratação e hipertermia nos pets. Manter o animal hidratado é essencial, especialmente em passeios ao ar livre. “O tutor deve oferecer água com frequência, mas também pode complementar a hidratação com alimentos úmidos, como sachês, que possuem alto teor de água e são fáceis de transportar. Além disso, sachês de qualidade contribuem para uma alimentação saudável e equilibrada”, orienta a médica-veterinária. 

Segundo Mayara Andrade, esses alimentos podem conter 80% ou mais de água, contribuindo de forma eficiente para a ingestão hídrica. Uma dica prática para a folia é congelar os sachês em forminhas de gelo e oferecê-los ao pet ao longo do dia. 

Outro ponto importante é evitar passeios nos horários de sol mais forte. “O chão quente pode causar queimaduras nas patinhas e o excesso de calor pode elevar demais a temperatura corporal do animal, levando até a quadros graves que exigem internação”, alerta. 

É importante se atentar aos sinais de estresse do pet, garantindo que ele tenha uma experiência segura e confortável (Imagem: Mauro Rodrigues | Shutterstock)

3. Ambientes cheios exigem atenção redobrada 

Nem todo pet se sente confortável em locais com grande circulação de pessoas, música alta e estímulos intensos. Por isso, respeitar o perfil comportamental do animal é fundamental, de acordo com a médica-veterinária. “Independentemente do tipo de Carnaval que o tutor escolha, é essencial respeitar a vontade do pet. Cães mais tímidos, medrosos ou pouco sociáveis não devem ser expostos a situações que gerem medo ou estresse”, afirma Mayara Andrade. 

Para quem deseja aproveitar a folia com cachorros sociáveis, a recomendação é optar por locais pet friendly, como blocos específicos, shoppings, hotéis, pousadas, clubes e restaurantes preparados para receber animais. Ambientes não adaptados podem assustar os pets, aumentar o risco de fuga e gerar estresse excessivo. 

A veterinária reforça ainda a importância de respeitar os limites físicos do animal. “Independentemente da idade, não ultrapasse a carga de exercício que o pet está acostumado a fazer”, recomenda. Medidas adicionais, como o uso de plaquinhas de identificação e atenção aos sinais de estresse — como o pet ofegante em excesso, tentativa de se esconder ou agitação — ajudam a garantir que a experiência seja segura e positiva tanto para os tutores quanto para os animais. 

Por Roberta Muller

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