Carros abandonados podem virar foco do mosquito da dengue

Publicado em 07/02/2016, às 15h11

Redação

O vetor Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, encontra em locais com água parada e acúmulo de lixo ambientes ideias para se reproduzirem. Caixas d’água descobertas, vasos de plantas, garrafas e pneus são alguns desses lugares. Porém, um detalhe que a maioria da população não presta atenção é que carros abandonados em locais descobertos também podem virar criadouros no mosquito e se transformando em uma ameaça às ações de combate ao Aedes aegypti.

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Os carros abandonados nas ruas e em ferros velhos representam uma ameaça à população, pois ficam abertos e expostos à chuva, o que favorece à proliferação de larvas do mosquito, virando grandes criadouros, não demorando para que possam se reproduzir e disseminar doenças.

De acordo com Manoel Gomes, coordenador das ações de combate à Dengue da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entre sete e 10 dias o mosquito já está pronto para se alimentar de sangue e infectar pessoas, por isso a ajuda da população por meio de denúncias de carros abandonados ou mesmo nos cuidados com água parada na sua própria casa é fundamental.

“Recebemos muitas denúncias de carros abandonados, nossos agentes vão ao local e colocam o larvicida, mas isso não é suficiente, é preciso que os donos de ferros velhos retirem esses veículos e coloquem em um local coberto, livre da chuva, para que não virem criadouros e que a população denuncie os casos”, destacou Gomes.

Veja outras dicas de como a população pode ajudar no combate à Dengue:   

– Manter a caixa d’água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito;

– Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos e garrafas vazias;

– Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;

– Não jogar lixo em terrenos baldios;

– Não deixe água acumulada sobre a laje;

– Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta ou lavá-los com escova, água e sabão semanalmente;

– Remover folhas e galhos e tudo o que possa impedir a passagem da água pelas calhas.

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