Cartão corporativo e uso do nome da mãe: polícia detalha golpe de ex-empregado contra patrão idoso

Publicado em 12/02/2026, às 08h02
- Divulgação/Polícia Civil

Pedro Acioli*

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A Polícia Civil revelou detalhes de como agia o suspeito de articular um esquema criminoso que teria causado prejuízo de R$ 300 mil a um empresário idoso. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão durante a operação "Funcionário do Mês", deflagrada nessa quarta-feira (11). 

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As investigações apontam que o homem é ex-funcionário de uma empresa do ramo da construção civil, que o idoso seria dono. Ele teria se aproveitado da relação de confiança e do acesso a dados pessoais e financeiros da vítima para praticar fraudes reiteradas entre os anos de 2023 e 2025.

De acordo com a delegada Michelly Santos, responsável pela operação, o suspeito adicionava pagamentos pessoais dentro dos pagamentos da empresa, além de criar um cartão corporativo para gastos dele. 

“[O investigado] utilizou do dono da construtora para inserir outros pagamentos dentro dos pagamentos da empresa. Ele criou um cartão corporativo, do qual ele usufruía e também falsificou boletos”, explicou. 

Ainda segundo a delegada, o suspeito apresentava uma vida não condizente com a realidade financeira e ainda ocultava os bens adquiridos nas fraudes. Um carro que teria sido adquirido no esquema estava no nome da mãe. 

“Ele vivia em uma condição e com produtos não condizentes com a situação econômica dele. Inclusive, aqui na delegacia, ele confessou, só que disse que não tinha nenhum bem a devolver. A gente investigou e viu que ele andava ocultando os bens. Um carro que era do uso dele, estava no nome da mãe”, revelou a delegada. 

Bens apreendidos e crimes

Durante a operação, foram apreendidos dois aparelhos celulares, documentos, cartões bancários e um veículo modelo Gol, que estava em posse do investigado. O automóvel poderá ser destinado à restituição da vítima, conforme decisão judicial.

Entre os crimes apontados estão: falsificação de boletos condominiais, com adulteração de código de barras para desvio de valores; utilização indevida de dados pessoais para obtenção fraudulenta de crédito; realização de compras em nome da empresa sem autorização do proprietário; além da prática de estelionato continuado e falsidade ideológica.

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