Casa de Farinha do Zena: o sabor do Nordeste

Publicado em 08/10/2025, às 10h02 - Atualizado em 09/10/2025, às 05h17
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Redação

Em Coruripe, no povoado Romeiros, o cheiro de goma fresca e coco ralado anuncia que o dia começou na Casa de Farinha do Zena. É lá que Elisiany Santos, quarta geração de uma família que vive da mandioca e da macaxeira, mantém acesa uma tradição que atravessa o tempo — e o paladar nordestino. Tudo começou com os bisavós Eunice e Sergino, que ergueram os primeiros fornos a lenha. Desde então, a família planta, colhe e transforma a mandioca e a macaxeira em delícias que alimentam corpo e alma: tapioca arrepiada, bolo de milho, pamonha, pé-de-moleque, mãezinha (ou má-casada), beiju, bolo de massa puba e farinha d’água — todos vendidos nas feiras de Coruripe e Pindorama.

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Elisiany com os pais na Casa da Farinha

No dia 8 de outubro, Dia do Nordestino, a história da Casa de Farinha do Zena é uma homenagem viva a quem transforma o trabalho em sabor, e o sabor em tradição.
Porque no Nordeste, o forno a lenha não é só calor — é resistência, herança e amor em cada pedaço de beiju.

Visitei a Casa da Farinha do Zena a convite da Secretaria de Turismo de Coruripe

Siga: @tapiocadasmeninas - Para encomendas: 📱| WhatsApp: (82) 99315-4651

Bolo de milho da Casa da Farinha

Casa da Farinha do Zena, tradição

A rotina na casa de farinha é puxada e começa antes do sol nascer. 
Na segunda-feira, os homens saem às 4h30 da manhã para arrancar a mandioca na roça e chegam por volta das 8h com a carga fresca. Começa então o ritual: lavar, descascar, raspar, secar e deixar a raiz pronta para virar goma ou massa puba.

Macaxeira e mandioca é vida da Casa da Farinha

Na terça, é hora de coar a goma e deixá-la descansar. Na quarta, o trabalho se divide entre enxugar a goma, ralar coco, cortar palha de banana e preparar o milho dos bolos e pamonhas. Na quinta, entra em cena a produção da massa puba e da farinha d’água.

Farinha D´água


E na sexta-feira, antes das duas da madrugada, o fogo já está aceso e a magia começa: às oito da manhã, os primeiros quitutes estão prontos para o povo da comunidade.
Por semana, saem da casa cerca de 500 a 600 quilos de mandioca e 300 cocos — uma produção artesanal que mantém viva a alma do Nordeste.

Má-casada e Pé-de-Moleque

Mas Elisiany não para por aí. Nas feiras, ela também comanda o Tapiocas das Meninas, com tapiocas recheadas que fazem o maior sucesso entre os clientes nos dias de feira em Coruripe.

Canjica da Casa da Farinha do Zena

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