Caso Ana Beatriz: corpo encontrado em Guaxuma passará por exame de DNA e identificação deve demorar 15 dias

Publicado em 06/05/2025, às 15h44
Caso Ana Beatriz: corpo encontrado em Guaxuma passará por exame de DNA - Polícia Científica

Ascom Polícia Científica

Após várias tentativas de identificação por meio dos exames de necropapiloscopia e de arcada dentária, a Polícia Científica confirmou nesta terça-feira (06) que o corpo encontrado no bairro de Guaxuma, em Maceió, seguirá para exame de DNA. Amostras biológicas do cadáver, da genitora e de uma irmã foram coletadas e encaminhadas para análise no Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Maceió. A Polícia Civil acredita que o corpo seja da adolescente Ana Beatriz Moura, que estava desaparecida desde o dia 8 de abril. 

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O perito criminal Clisney Omena, responsável pelo exame, explicou que, em função do estado de decomposição em que o cadáver foi encontrado, as amostras precisam ser submetidas a um método de extração mais complexo e que demanda maior tempo. Essas amostras ficarão incubadas em ácido etilenodiaminotetra-acético (EDTA) durante cinco dias para desmineralizar os ossos.

“A partir daí é que vai se proceder ao processo de extração e às demais etapas dos exames até chegar à eletroforese, etapa final em que é possível obter o perfil genético. Todo esse processo deve demandar um prazo de no mínimo 15 dias, para a conclusão da análise e emissão do laudo do exame de confronto genético”, explicou o perito criminal.

A causa da morte também está sendo apurada pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense do Instituto de Criminalística. O material estomacal coletado durante o exame cadavérico no Instituto Médico Legal Estácio de Lima foi enviado para a unidade analisar a possibilidade de uma morte por envenenamento, já que na necropsia não foram encontradas lesões por arma branca ou de fogo.

O corpo do sexo feminino foi encontrado dentro de uma fossa fria e úmida, o que provocou o processo chamado na medicina legal de saponificação. Esse estado decomposto impossibilitou a identificação pelas digitais e antropologia forense, enquanto que a identificação pela arcada dentária ficou prejudicada pela insuficiência de elementos na documentação de tratamentos odontológicos feitos pela vítima e que foi apresentado pela família.


O caso - Ana Beatriz foi vista com vida pela última vez no dia 8 de abril ao deixar o Ifal, no Centro de Maceió. Segundo a Polícia Civil, a jovem de 15 anos saiu da escola mais cedo que o normal, no início da tarde. Em seguida, ela foi de mototáxi para Garça Torta. Por mais de 20 dias, familiares se mobilizaram e realizaram buscas por conta própria

Reprodução


Um homem de 43 anos foi preso pela Polícia Civil no sábado, 12. De acordo com testemunhas, o suspeito é um rosto conhecido dos familiares, já que Ana Beatriz atuou por um tempo como babá para a família dele. Ainda de acordo com os policiais, o suspeito teria pago o valor da viagem da jovem até o local onde ela sumiu.

As autoridades informaram que a descoberta de onde o corpo da adolescente estava ocultado só foi possível com um trabalho colaborativo da Polícia Penal. 

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