Caso Beatriz: Polícia Civil conclui inquérito e indicia suspeito por estupro e homicídio

Publicado em 24/08/2020, às 16h53
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Redação TNH1

O delegado Diego Nunes, titular na delegacia de Maravilha, Sertão de Alagoas, informou que a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da menina Ana Beatriz, vítima de abuso sexual e estrangulamento no dia 6 de agosto. O suspeito, que não teve a identidade revelado e é conhecido apenas como 'Santinho', foi indiciado por estupro de vulnerável e homicídio qualificado e majorado.

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"A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito do caso da criança Anna Beatriz, que foi morta no dia 6 de agosto no município de Maravilha. As investigações revelaram que, naquele dia, por volta das 3h da madrugada, o suspeito raptou a menor nas imediações da residência dos pais dela e a levou para casa dele, local onde praticou violência sexual e em seguida, com o objetivo de ocultar esse crime, ele a matou e colocou o corpo dela no interior de um saco sobre o telhado daquele imóvel. Por volta das 8h da manhã do mesmo dia, policiais militares que já realizavam diligências no intuito de localizar a menor, encontraram o corpo e prenderam o suspeito que estava no interior da residência", disse o delegado em vídeo disponibilizado para a imprensa nesta segunda-feira (24). 

"Ele alegou que não se recordava do que havia feito, pois estava sob efeito de drogas. O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal comprovou a violência sexual e identificou a causa da morte de Anna Beatriz como sendo asfixia decorrente de estrangulamento. Desta forma, diante de todas as evidências, o suspeito foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado e majorado. O processo criminal terá prosseguimento na comarca de Maravilha e o suspeito segue preso e à disposição da Justiça", completou.

A morte de Beatriz

A morte da menina Ana Beatriz Rodrigues Rocha, de 6 anos, revoltou moradores do município de Maravilha, no Sertão alagoano, na manhã da quinta-feira, 6 de agosto. A população se reuniu e atirou pedras na residência do suspeito de cometer o crime. Militares do 7º Batalhão da Polícia Militar foram acionados para capturar o homem e conter os populares.

Segundo os primeiros levantamentos da polícia, o suspeito teria estuprado e depois assassinado a criança. O corpo da menina foi encontrado com machucados e sinais de estupro, dentro de um saco no telhado da casa do suspeito.

Os moradores usaram pedras e pedaços de madeira para jogar no imóvel onde o homem mora. Eles arremessaram os objetos no muro e no telhado da casa. Os militares precisaram utilizar força policial e chegaram a disparar tiros de borracha para dispersar os populares que, além de se aglomerarem na frente da casa, arremessavam objetos em direção aos policiais que faziam a escolta na frente da residência.

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