Caso Cláudia Pollyanne: MP vai recorrer de decisão que negou prisão preventiva de acusados

Publicado em 08/04/2026, às 17h05
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Yasmin Gregorio*

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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deve recorrer da decisão da Justiça que negou o pedido de prisão preventiva dos donos de uma clínica de reabilitação e da tia de Cláudia Pollyanne, morta em agosto de 2025, em Marechal Deodoro.

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A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8), um dia após a Justiça aceitar parcialmente a denúncia e tornar os três acusados réus. Na decisão, a juíza Fabíola Melo Feijão entendeu que não havia risco à ordem pública nem possibilidade de interferência na produção de provas que justificassem a prisão.

Segundo o MP, o recurso será apresentado com base na necessidade de garantir a segurança das testemunhas e evitar possíveis interferências no andamento do processo.

De acordo com o promotor de Justiça Adriano Jorge, há preocupação com o risco de retaliação contra pessoas que denunciaram os crimes, a maioria ex-internos da clínica. “Nos autos existem depoimentos graves, falando claramente do potencial agressivo do dono da clínica a quem é atribuída a morte da Cláudia Pollyanne,” disse. Ainda segundo o MP, os investigados também poderiam, em liberdade, adotar medidas que dificultasse a apuração dos fatos.

Apesar de negar a prisão preventiva, a Justiça autorizou a realização de buscas e apreensões, além da quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados. Entre os itens que podem ser recolhidos estão celulares, computadores, prontuários médicos, contratos e outros documentos relacionados ao funcionamento da clínica.

Relembre o caso

Na decisão desta segunda-feira (6), a Justiça tornou réus os donos da clínica e a tia da vítima. Eles respondem por crimes como homicídio qualificado e cárcere privado, a depender da participação de cada um.

Segundo a denúncia, Cláudia Pollyane foi submetida a um ambiente de violência dentro da unidade, com relatos de agressões físicas frequentes e uso excessivo de medicação. Ela teria permanecido internada por cerca de sete meses, inclusive sem respaldo legal.

No dia da morte, a esteticista teria sido novamente agredida e não resistiu. O caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos.

Os donos da clínica já estão presos por outro processo, que investiga crimes de tortura e estupro contra internos da mesma unidade.

*Estagiária sob supervisão.

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