Caso coordenador do CRB: "piloto de fuga" tem prisão mantida pela Justiça

Publicado em 26/01/2026, às 12h50
Atirador contou com a ajuda de Symeone para fugir do local do crime - Reprodução

Redação

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O homem identificado como Symeone Batista dos Santos, preso por envolvimento no assassinato do coordenador da categoria de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, teve a prisão mantida pela Justiça nesta segunda-feira (26), após audiência de custódia. Ele confessou participação no homicídio e foi apontado na investigação como o motociclista que ajudou a fuga do atirador.

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Johanisson, ou "Joba", como era conhecido, foi executado com um tiro à queima-roupa na cabeça depois de sair de casa, na Santa Lúcia, a caminho do CT Ninho do Galo, onde trabalhava. A vítima foi perseguida e baleada por um ciclista.

Preso nesse fim de semana, Symeone foi filmado por uma câmera de segurança. Ele estava como condutor da moto que aguardava o atirador em outra rua. O ciclista então abandonou o veículo usado para matar Joba, subiu na garupa e fugiu com Symeone.

O "piloto de fuga" indicou para os policiais no momento da prisão, no mesmo bairro onde o crime aconteceu, que outros suspeitos estavam escondidos no Clima Bom. Os agentes foram ao local e houve um confronto a tiros. Três suspeitos morreram.

Crime passional

O assassinato do coordenador da categoria de base do CRB ganhou mais um capítulo na manhã desta segunda-feira (26) com a revelação de detalhes da investigação que culminou na prisão de um suspeito e na morte de outros três nesse fim de semana em Maceió. O crime foi passional e o homicídio foi encomendado por um homem identificado como Ruan, ex-companheiro da mulher com quem a vítima tinha envolvimento amoroso.

A Polícia Civil destacou que Johanisson havia mantido uma relação com essa mulher no passado, mas os dois chegaram ao término. Ela então começou a se relacionar com Ruan. No entanto, o namoro não deu certo.

A investigação apontou que essa mulher e Johanisson voltaram a se encontrar e reatar o relacionamento. Ruan, o mandante do crime, teria descoberto a reconciliação, e furioso, contratado executores para matar a vítima. O valor foi R$ 10 mil.

"O Joba tinha um relacionamento com essa mulher. Após o término, a mulher se envolveu com outro rapaz e não deu certo esse relacionamento. Com isso, ela estava reatando o relacionamento com o Joba. O ex, conhecido como Ruan, não tinha ficado satisfeito com essa reconciliação e esse foi o motivo", disse a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

“Ele [Joba] não estava sofrendo nenhum tipo de ameaça. O que aconteceu é que ele estava reatando com a ex. O Ruan que está foragido já é casado e mentia muito para a ex de Joba. Ela não queria mais o relacionamento com Ruan. Então, insatisfeito, ele tirou a vida do Joba por causa disso", acrescentou.

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