Caso Dyllan Taylor: 10 anos após morte de criança espancada, mãe e padrasto vão a júri

Publicado em 17/03/2026, às 12h47
Joyce Silva, Meydson Alysson e o menino Dyllan Taylor - Foto: Reprodução

Eberth Lins

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Começou na manhã desta terça-feira (17), em Arapiraca, o julgamento de Joyce Silva Soares e Meydson Alysson Alves da Silva Leão, mãe e padrasto do menino Dyllan Taylor Soares, encontrado morto com sinais de agressão. À época do crime, em janeiro de 2016, a criança tinha apenas três anos.

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De acordo com a acusação, o padrasto confessou ter agredido o menino, e a mãe também teria participado das sessões de espancamento.

A previsão de encerramento do julgamento é entre 14h e 15h, segundo o promotor de Justiça Ivaldo Silva, responsável pela denúncia.

O laudo cadavérico apontou que a criança apresentava vários coágulos na cabeça, além de hematomas em diversas partes do corpo, principalmente na região do abdômen. Para o Ministério Público, há elementos suficientes que indicam que Dyllan foi espancado no dia da morte.

“Há provas de que o Dyllan foi espancado pela Joyce e pelo Meydson no dia do crime. Então, o Ministério Público está convencido da autoria do assassinato”, afirmou o promotor à época da denúncia.

Inicialmente, tanto a mãe quanto o padrasto negaram participação no crime nos depoimentos prestados à polícia. Joyce chegou a ser detida, mas foi liberada após ser ouvida. Posteriormente, já preso, Meydson confessou que a criança era agredida com frequência e relatou episódios de violência até o dia da morte.

Os dois foram presos e chegaram a obter liberdade provisória em outubro de 2017. 

Relembre o caso Dyllan Taylor:

A morte de Dyllan Taylor Soares, em janeiro de 2016, teve grande repercussão nacional e causou comoção no estado. Inicialmente, a família informou que a criança teria morrido após passar mal por causa de uma medicação para gases.

No entanto, o laudo da necropsia apontou que o menino morreu em decorrência de hemorragias internas no crânio e no abdômen. O exame também identificou que as lesões foram provocadas por agressões, possivelmente com o uso de objetos.

As investigações da polícia indicaram que Dyllan já vinha sofrendo violência nos dias anteriores à morte. Durante a perícia, foram encontrados vestígios de sangue na casa onde ele vivia com a mãe e o padrasto.

Em depoimento, Joyce afirmou que havia saído para trabalhar no dia do crime e deixado o filho sob os cuidados do companheiro. Já Meydson declarou que agredia a criança e afirmou que as agressões ocorriam na presença da mãe, que, segundo ele, também participava das violências.

Dyllan foi encontrado morto dentro da própria residência no dia 21 de janeiro de 2016, com diversos hematomas pelo corpo. Ele passou mal após relatar dores no abdômen e morreu enquanto dormia.

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