Caso Elizabete: vai a júri nesta terça-feira (08) acusado de matar a ex no bairro do Jacintinho

Publicado em 07/04/2025, às 12h46
- Cortesia ao TNH1

TNH1 com Ascom MPAL

Vai a júri popular nesta terça-feira (08), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió, Evanderson Seixas, acusado de assassinar a ex-companheira, Elizabete Nascimento de Araújo em via pública, no bairro do Jacintinho, no dia 31 de dezembro de 2022.

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Consta na denúncia que a vítima e o réu mantiveram relacionamento amoroso por muito tempo e estavam separados há pouco tempo. Porém ele não aceitava a separação e discordava, também, da repartição dos bens. “Pois a vítima não havia cedido à imposição que o denunciado lhe impôs de que ela teria que lhe pagar um valor por ele determinado”, diz o documento.

À época do crime, a irmã da vítima chegou a relatar que Elizabete pagou R$ 5 mil ao suspeito pelos móveis que eles haviam comprado quando estavam juntos. Mas Evanderson teria usado o dinheiro para comprar a arma do crime. "Eles moravam de aluguel e, quando estavam juntos, compraram alguns móveis. Ele cobrou os valores que dividiu com a minha irmã na compra desses móveis, e ela transferiu para ele cerca de R$ 5 mil. Quando a minha irmã fez esse pagamento, Evanderson disse que o dinheiro seria usado para acabar com a vida dela. Acredito que ele usou esse dinheiro para comprar a arma usada no crime", disse a irmã.

Para o Ministério Público de Alagoas, não há dúvidas de que o crime ocorreu em razão da vítima ser do sexo feminino, além de já estar caída ao chão, o que a tornou um alvo mais fácil.

“Estamos diante de uma estupidez, primeiro por se tratar de um homem que matou uma mulher, e essa mulher tendo sido sua companheira por muitos anos. Segundo, pela torpeza, ele decidir executá-la porque não aceitou pagar determinada quantia que havia imposto à dona Elizabeth, ou seja, matou por ambição, porque queria lucrar na divisão dos bens. Um crime ousado, em via pública, e depois que a vítima já havia caído, estava no chão totalmente indefesa, o que demonstra o teor de perversidade”, destacou o promotor Antônio Vilas Boas.

"A minha irmã tinha feito um boletim de ocorrência e existia uma medida protetiva contra o ex-companheiro, porém ele não respeitava e chegou a invadir e quebrar os móveis na residência onde ela morava", contou a irmã da vítima. Elizabete chegou a registrar, em vídeo, como ficou a casa após os móveis serem danificados. 

O crime

Elizabete Nascimento de Araújo caminhava pela via pública, na Rua Cláudia, em frente ao Mercadinho do Povo, no bairro do Jacintinho, quando o denunciado surgiu inesperadamente em uma motocicleta, parou ao seu lado e tentou sacar uma arma de fogo.

A vítima ainda tentou impedir, no entanto, na disputa pela arma se desequilibrou e caiu, momento em que o criminoso se aproveitou da condição de impotência e desvantagem dela, desferiu os disparos e fugiu.

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