TNH1 com Ascom MPAL
A jovem Maria Daniela Ferreira Alves, vítima de estupro depois de ser dopada e agredida por um ex-colega de escola no município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, foi ouvida durante audiência de instrução realizada pela Justiça de Alagoas nessa segunda-feira (23). Victor Bruno, réu pelo crime, não compareceu para interrogatório e continua foragido.
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O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor de Justiça Lucas Mascarenhas, confirmou que a audiência foi destinada à oitiva de testemunhas, dando prosseguimento à instrução processual. Além de Maria Daniela, também foram colhidos os depoimentos das testemunhas arroladas pelo órgão estadual e pela defesa de Victor Bruno.
“Encerrada a oitiva das testemunhas e tendo o réu, regularmente intimado, optado por não comparecer ao interrogatório, passa-se à fase de requerimento de eventuais diligências complementares. Superada essa etapa e esgotada a instrução probatória, serão apresentadas as alegações finais pelas partes, seguindo-se a conclusão dos autos ao Juízo para prolação de sentença, com a análise integral do conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório e da ampla defesa”, afirmou o promotor Lucas Mascarenhas.
O MPAL e a defesa do réu agora dispõem de prazo comum para se manifestarem, oportunidade em que poderão requerer, de forma fundamentada, as diligências que eventualmente entendam como necessárias ao esclarecimento dos fatos.
“O Ministério Público procederá à análise detida dos autos, a fim de aferir a eventual necessidade de diligências complementares. Superada essa etapa, ingressar-se-á na fase das alegações finais e, ao término, na conclusão do feito para a pronúncia da decisão”, concluiu Mascarenhas.
O caso
Consta nos autos que, após participar de uma confraternização com colegas de escola, no dia 6 de dezembro de 2024, Maria Daniela, de 19 anos, foi brutalmente atacada por Victor Bruno, que até os dias de hoje é considerado foragido. Ela foi estuprada e, como se não bastasse todo sofrimento, também foi vítima de tentativa de feminicídio por asfixia.
O alto grau de perversidade e violência deixaram a jovem em estado de coma por cinco dias, mas até o momento vivendo em total dependência de familiares, enfrentando graves sequelas e necessitando de auxílio para atividades básicas. A barbárie ocorreu em uma chácara, zona rural de Coité do Nóia.
A época da denúncia, o MPAL afirmou que o estupro foi premeditado. O suspeito teria dopado a jovem para assegurar que o crime ocorresse sem resistência. Exames toxicológicos detectaram em seu sangue substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina — medicamentos controlados com efeito sedativo.
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