Caso Marielle: porteiro mentiu sobre ida de suspeito a casa de Bolsonaro

Publicado em 30/10/2019, às 19h07
Reprodução -

Veja

A procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil. De acordo com Simone, quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio do presidente é Ronnie Lessa, suspeito de ter feito os disparos.

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Mais cedo, um investigador relatou a suspeita da mentira à VEJA. Foram prestados dois depoimentos. No primeiro, relatou que ligou para casa de Bolsonaro. No segundo, confrontado com o áudio de sua conversa, manteve a versão, mas deixou dúvidas nas investigações em relação à veracidade das informações prestadas.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, o porteiro teria dito a polícia que horas antes do homicídio de Marielle e do motorista Anderson Gomes, Elcio de Queiroz entrou no condomínio onde Ronnie Lessa, o outro acusado pela morte da vereadora, mora. Elcio, no entanto, não teria ido para a casa do presidente e sim para a casa de Lessa. O porteiro, que ainda não teve a identidade revelada, teria informado ao “Seu Jair” sobre o desvio de rota, e ele, ainda segundo o porteiro, teria dito que não havia problema.

A reportagem informou ainda que no dia em que o presidente teria autorizado a entrada de Elcio de Queiroz no condomínio, Bolsonaro estava em Brasília. Procurados pela reportagem de Veja, o síndico que administra o condomínio e os porteiros que estão trabalhando nesta quarta 30 não quiseram dar detalhes sobre a situação do funcionário que citou o nome do presidente nem comentaram se ele foi afastado do cargo.

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